PMI de serviços do Brasil marca 49 pontos em agosto

PMI de serviços do Brasil marca 49 pontos em agosto (Foto: Divulgação) PMI de serviços do Brasil marca 49 pontos em agosto

O setor brasileiro de serviços se aproximou mais ainda de uma estabilização em agosto, com o segundo aumento mensal consecutivo de novos trabalhos contribuindo para uma queda mais fraca no volume de produção, que foi apenas ligeira, no geral. Parte da recuperação nas cargas de trabalho foi sustentada por preços mais baixos cobrados pelas empresas, com as firmas oferecendo descontos apesar de um aumento na inflação de custo de insumos. Houve evidências de capacidade ociosa, já que os pedidos em atraso diminuíram acentuadamente apesar de outra rodada de cortes de empregos. Analisando as expectativas para o futuro, os entrevistados esperam um nível mais elevado de atividade nos próximos doze meses. Além disso, o nível de otimismo foi o mais forte desde setembro de 2016.

O Índice de Atividade de Negócios do setor de serviços, PMI – IHS Markit para o Brasil, sazonalmente ajustado, registrou 49,0 em agosto, um recorde de alta de três meses. Apesar de ter aumentado em relação ao valor de 48,8 registrado em julho, a leitura mais recente foi, mesmo assim, indicativa de um declínio, de um modo geral, no volume de produção. Diminuições foram evidentes nos subsetores de Aluguéis e Atividades de Negócios, Transporte e Armazenamento e Outros Serviços.

O Índice Consolidado de dados de Produção, PMI – IHS Markit para o Brasil, sazonalmente ajustado, registrou 49,6 em agosto, um recorde de alta de três meses. A leitura ficou acima da de 49,4 registrada em julho, indicando, assim, um declínio mais lento e apenas marginal na atividade do setor privado. Em comparação com a tendência observada para o setor de serviços, os fabricantes registraram um crescimento adicional na produção.

O volume de novos trabalhos do setor de serviços aumentou pelo segundo mês consecutivo, mas a um ritmo marginal, quase inalterado em relação a julho. Onde foi relatado um crescimento, os entrevistados citaram um número maior de pedidos de clientes e registros de reservas mais elevados. Foi registrada em agosto uma recuperação adicional na quantidade de pedidos de fábrica, com o crescimento atingindo um recorde de alta de três meses.

Alguns provedores de serviços reduziram seus preços de venda para garantir novos negócios. Os preços cobrados caíram a um ritmo marginal no setor de serviços como um todo, já que a grande maioria dos entrevistados da pesquisa manteve seus preços inalterados ao longo do mês. Por outro lado, os preços de fábrica aumentaram.

Apesar do aumento na quantidade de novos trabalhos, as empresas de serviços continuaram a relatar capacidades ociosas em agosto. Além disso, os níveis de negócios pendentes diminuíram a uma taxa acentuada, a mais rápida em seis meses. Da mesma forma, os produtores de mercadorias registaram uma queda acentuada nos pedidos em atraso no período mais recente da pesquisa.

Os níveis de funcionários nas empresas de serviço diminuíram pelo trigésimo mês consecutivo. Tendo se intensificado e atingido um recorde de alta desde maio, a taxa de redução de empregos foi sólida. As evidências indicaram que o número de funcionários foi cortado devido às tentativas constantes de reduzir os custos operacionais. Os empregos no setor industrial também diminuíram, embora por uma das taxas mais fracas no atual período de trinta meses de contração.

Os custos médios de insumos enfrentados pelas empresas de serviços aumentaram ainda mais em agosto, com a taxa de inflação atingindo um recorde de alta de sete meses. Na maioria dos casos, as empresas atribuíram esse fato aos preços mais altos de combustíveis, embora tenham havido relatos de aumentos de custos para serviços de impressão, de aluguel e de energia. Com os fabricantes também indicando pressões inflacionárias mais fortes, os custos de insumos no setor privado como um todo cresceu em um ritmo mais rápido desde janeiro.

Ao mesmo tempo, as empresas de serviços mantiveram uma visão otimista em relação às perspectivas de crescimento. Quase 62% dos entrevistados relataram expectativas positivas em relação às perspectivas de atividade de negócios daqui a um ano, com o otimismo sendo impulsionado por previsões de melhores condições de mercado, novas propostas, maiores investimentos e taxas de juros menores. Na verdade, o nível de sentimento positivo atingiu um recorde de alta de onze meses. Ao contrário, o otimismo entre os produtores de mercadorias diminuiu ajudado por preocupações com questões políticas e com a eleição presidencial de 2018. Em média, os fabricantes se mostraram os menos otimistas desde abril de 2016.

(Redação – Agência IN)