PIB brasileiro tem variação positiva no terceiro trimestre de 2014

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PIB brasileiro tem variação positiva no terceiro trimestre de 2014    (Foto: Divulgação) PIB brasileiro tem variação positiva no terceiro trimestre de 2014

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira, 28, que o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou variação positiva de 0,1% na comparação do terceiro trimestre de 2014 contra o segundo trimestre do ano, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. Na comparação com igual período de 2013, houve variação negativa do PIB (-0,2%). No acumulado dos quatro trimestres terminados no terceiro trimestre de 2014, o PIB registrou crescimento de 0,7% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Já no resultado acumulado do ano até o mês de setembro, o PIB apresentou variação positiva de 0,2% em relação a igual período de 2013. Em valores correntes, o PIB no terceiro trimestre de 2014 alcançou R$ 1.289,1 bilhões. 

O PIB apresentou variação positiva de 0,1% na comparação do terceiro trimestre de 2014 contra o segundo trimestre do ano, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. A agropecuária teve queda (-1,9%), enquanto que a indústria (1,7%) e os serviços (0,5%) cresceram no período. Todos os subsetores da indústria apresentaram variação positiva em relação ao trimestre anterior. Destaque para o crescimento de 2,2% da extrativa mineral, seguido por construção civil (1,3%), indústria de transformação (0,7%) e eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (0,1%). Nos serviços, o crescimento foi puxado por transporte, armazenagem e correio (1,4%) e intermediação financeira e seguros (0,6%). As demais atividades também registraram variação positiva: atividades imobiliárias e aluguel (0,5%), comércio (0,4%), administração, saúde e educação pública (0,4%), outros serviços (0,3%) e serviços de informação (0,1%).

Pela ótica do gasto, a despesa de consumo das famílias variou negativamente (-0,3%) em relação ao trimestre anterior. Este resultado foi parcialmente contrabalançado pelo desempenho dos demais componentes da demanda interna, que registraram crescimento. Tanto a formação bruta de capital fixo (FBCF) quanto a despesa de consumo da administração pública tiveram expansão de 1,3% em relação ao segundo trimestre do ano. No que se refere ao setor externo, as exportações e as importações de bens e serviços cresceram, respectivamente, 1,0% e 2,4%.

Quando comparado a igual período do ano anterior, o PIB apresentou variação negativa (-0,2%) no terceiro trimestre de 2014. O valor adicionado a preços básicos variou negativamente (-0,1%) e os impostos sobre produtos líquidos de subsídios caíram (-1,3%). Sob a ótica da produção, a agropecuária variou 0,3%, a indústria caiu (-1,5%) e os serviços cresceram (0,5%).

A variação da agropecuária (0,3%) pode ser explicada, principalmente, pelo desempenho de alguns produtos da lavoura que possuem safra relevante no terceiro trimestre. Apresentaram queda o café (-6,6%) e a cana de açúcar (-5,9%), enquanto cresceram a laranja (3,2%), a mandioca (10,1%), o feijão (10,9%) e o trigo (30,6%).

A indústria apresentou queda (-1,5%) em relação ao terceiro trimestre de 2013. Nesse contexto, a indústria de transformação caiu (-3,6%), influenciada pelo recuo da produção na indústria automotiva; produtos de metal; máquinas e equipamentos; metalurgia; máquinas e aparelhos elétricos; móveis e produtos de borracha e plástico. A construção civil também apresentou redução (-5,3%).

Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, por sua vez, apresentou crescimento de 0,6%, puxado pelo consumo residencial de energia elétrica e o consumo de gás encanado. Já a extrativa mineral cresceu 8,2%, beneficiada tanto pelo aumento da extração de petróleo e gás natural como da extração minérios ferrosos.

O valor adicionado de serviços registrou aumento de 0,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com destaque para intermediação financeira e seguros (3,2%), serviços imobiliários e aluguel (2,0%) e os serviços de informação (2,0%). Transporte, armazenagem e correio (que engloba transporte de carga e passageiros) cresceu 1,8%, seguido por administração, saúde e educação pública (1,0%). Já no comércio (atacadista e varejista) e na atividade de outros serviços houve quedas de 1,8% e 0,6%, respectivamente.

Dentre os componentes da demanda interna, a formação bruta de capital fixo sofreu redução de 8,5% no terceiro trimestre de 2014, influenciada pela queda da produção interna e da importação de bens de capital, além do desempenho negativo da construção civil.
A despesa de consumo das famílias desacelerou, apresentando variação positiva de 0,1%. Um dos fatores que contribuíram para este resultado foi o comportamento da massa salarial real, que cresceu 2,9% na comparação com o terceiro trimestre de 2013. Por outro lado, o crédito com recursos livres para as pessoas físicas deixou de crescer em termos reais. No terceiro trimestre de 2014, essas operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional cresceram 5,0% em valores nominais. A despesa de consumo da administração pública cresceu 1,9% na comparação com o mesmo período de 2013.

No setor externo, as exportações e as importações de bens e serviços apresentaram expansão: 3,8% e 0,7%, respectivamente. Dentre as exportações, os destaques de crescimento foram: produtos da extrativa mineral (petróleo e carvão); siderurgia; produtos metalúrgicos; têxtil; peças e outros veículos; móveis; e serviços de transporte.

O PIB de janeiro a setembro de 2014 apresentou variação positiva de 0,2% em relação a igual período de 2013. Destaque para o desempenho da agropecuária e dos serviços, ambos com expansão de 0,9%. A indústria, por sua vez, sofreu queda (-1,4%).
Já o PIB acumulado nos quatro trimestres terminados no terceiro trimestre de 2014 apresentou crescimento de 0,7% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores, com queda na indústria (-0,5%) e elevações nos serviços (1,2%) e na agropecuária (1,1%).

Para finalizar, o Produto Interno Bruto no terceiro trimestre de 2014 alcançou R$ 1.289,1 bilhões. A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2013 foi de 17,4% do PIB, inferior à taxa observada em igual período do ano anterior (19,0%). Essa diminuição da taxa de investimento foi influenciada, principalmente, pela queda, em volume, da formação bruta de capital fixo no trimestre. A taxa de poupança ficou em 14,0% no terceiro trimestre de 2014 (ante 15,1% no mesmo trimestre de 2013).

(Redação – Agência IN)