Petrobras registra lucro líquido de R$ 40,1 bilhões em 2019

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Petrobras registra lucro líquido de R$ 40,1 bilhões em 2019 Foto: Divulgação Petrobras registra lucro líquido de R$ 40,1 bilhões em 2019

A Petrobras divulgou nesta quarta-feira (19) que o lucro líquido em 2019 atingiu R$ 40,1 bilhões, um aumento de 56% em relação a 2018, principalmente como resultado do ganho de capital sobre desinvestimentos (principalmente TAG, BR Distribuidora e ativos de E&P), parcialmente compensado por maiores despesas financeiras com gerenciamento da dívida no mercado de capitais, maior impairment e menores preços do Brent.

No 4T19, o lucro líquido diminuiu 10% para R$ 8,2 bilhões, principalmente devido ao ganho de capital de R$ 13,9 bilhões com a venda da BR Distribuidora registrado no 3T19 e maior impairment. Por outro lado, houve melhora nas margens de petróleo, menores despesas financeiras e ganhos de capital com a venda de ativos de E&P.

Em 2019, o lucro líquido e o EBITDA ajustado excluindo o impacto dos itens não recorrentes foram de R$ 37,0 bilhões e R$ 134,7 bilhões, respectivamente.

No 4T19 o lucro líquido e o EBITDA ajustado excluindo o impacto dos itens não recorrentes foram de R$ 12,9 bilhões e R$ 37,2 bilhões, respectivamente. No lucro líquido, os itens não recorrentes totalizaram R$ 7,6 bilhões antes dos impostos, com destaque para impairment (R$ 9,1 bilhões) e no EBITDA ajustado os itens não recorrentes somaram R$ 713 milhões .

Em 2019 o EBITDA ajustado atingiu R$ 129,2 bilhões, um aumento de 12% em relação a 2018, devido a redução dos custos de produção (R$ 11,4 bilhões), menores contingências (R$ 2,5 bilhões) e adoção do IFRS16 (R$ 17,2 bilhões). Esse resultado positivo foi parcialmente compensado pelo aumento das despesas de abandono (R$ 3 bilhões), aumento das despesas de vendas (R$ 3,8 bilhões) e pela redução das margens dos derivados.

No 4T19, o EBITDA ajustado consolidado atingiu R$ 36,5 bilhões, aumento de 12% em relação ao 3T19, devido a menores custos de produção, valorização das correntes e recuperação do preço do Brent. Por outro lado, houve aumento de gastos exploratórios, menores margens de diesel, GLP e gasolina e adesão aos programas de anistias estaduais.

(Redação - Investimentos e Notícias)