Petrobras reduz dívida líquida para US$ 84,871 bi

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Destaque Petrobras reduz dívida líquida para US$ 84,871 bi (Foto: Divulgação) Petrobras reduz dívida líquida para US$ 84,871 bi

A Petrobras obteve um resultado negativo de R$ 446 milhões em 2017, mas manteve a tendência de recuperação de seus resultados operacionais e registrou o menor prejuízo dos últimos quatro anos.

A Petrobras teria alcançado um lucro líquido de R$ 7,089 bilhões, mas despesas extraordinárias, especialmente o acordo de R$ 11,198 bilhões para encerramento da ação coletiva de investidores nos Estados Unidos (class action) e a adesão a programas de regularização de débitos federais, que somaram R$ 10,433 bilhões, tiveram impacto significativo no resultado.

O desempenho das operações da empresa manteve tendência positiva, com um resultado operacional mais que o dobro de 2016, totalizando R$ 35,624 bilhões. Houve redução de R$ 16,4 bilhões em relação a 2016 nas reavaliações dos ativos da companhia (impairment), fator que mais contribuiu na melhoria do lucro operacional. 

Em 2017, por outro lado, essa despesa foi afetada negativamente por registros de impairment no setor de fertilizantes que levaram a uma baixa contábil de R$ 1,3 bilhão. O resultado operacional foi ainda favorecido pela queda de 10% nos custos operacionais gerenciáveis, alta de 24% no preço do petróleo no mercado internacional bem como um ganho maior as exportações.

"Estamos numa trajetória consistente de recuperação, seguindo à risca o que nos propusemos no nosso plano de negócios. Os maiores impactos no balanço de 2017 refletem despesas não recorrentes que reduziram incertezas e riscos em relação ao futuro da companhia”, disse o presidente da Petrobras, Pedro Parente.

Em 2017, a empresa reduziu a dívida líquida para US$ 84,871 bilhões, menor valor desde 2012. Com uma gestão ativa da dívida, também foi possível aumentar o prazo médio de vencimento de 7,46 para 8,61 anos e reduzir a taxa média de juros de 6,2% para 5,9%. Além disso, a despesa anual de juros da companhia caiu de R$ 25,6 bilhões em 2016 para R$ 22,3 bilhões.

A Petrobras superou a métrica de topo de segurança em 2017. O objetivo inicialmente traçado era reduzir a Taxa de Acidentados Registráveis (TAR) para 1,4 por milhão de homens-hora e o resultado obtido foi de 1,08 por milhão de homens-hora, conforme já anunciado. 

Com isso, a empresa definiu uma TAR de 1,0 por milhão de homens-hora como métrica para 2018, antecipando em dois anos o atingimento deste indicador em relação ao planejamento estratégico.

A relação entre a dívida líquida e a geração de caixa (EBITDA) saiu de 3,16 em setembro de 2017 para 3,67 em dezembro do ano passado refletindo negativamente na métrica financeira da companhia. Isso se deu em função dos efeitos já explicados da class action e da adesão aos programas de parcelamento de tributos.

Mesmo com esse aumento, a companhia mantém a meta anunciada no planejamento estratégico em outubro de 2016 de reduzir a relação entre a dívida líquida e o EBITDA para 2,5 vezes até o fim de 2018.

Outros destaques de 2017 foram os ganhos de R$ 6,3 bilhões obtidos com a venda da Nova Transportadora do Sudeste (NTS), o fluxo de caixa livre positivo, a meta de produção atingida e o aumento das exportações. A companhia também superou todos os apontamentos relativos a fraquezas materiais e apresenta pela primeira vez um relato integrado de suas operações.

O fluxo de caixa livre foi positivo pelo décimo primeiro trimestre consecutivo, alcançando R$ 44,064 bilhões, um volume 6% superior ao ano anterior.

A companhia bateu pelo quarto ano seguido o recorde de produção no Brasil e alcançou, pelo terceiro ano consecutivo, sua meta de produção. O volume de produção total de petróleo e gás natural foi de 2 milhões 767 mil de barris de óleo equivalente por dia (boe), sendo 2 milhões 655 mil boe no Brasil, mesmo com a venda de ativos no Brasil e no exterior.

A venda de derivados no país declinou 6% em comparação a 2016. A produção foi de 1 milhão 800 mil barris por dia (bpd) e a venda alcançou 1 milhão 940 mil bpd, devido ao aumento das importações por terceiros.

Por fim, a companhia aumentou em 32% o volume de exportações de petróleo e derivados – a preços mais elevados pela alta do Brent no mercado internacional - e reduziu em 18% as importações. Manteve, ainda, sua posição de exportadora líquida, com saldo de 361 mil barris por dia (bpd) em 2017, contra 167 mil bpd em 2016.

(Redação – Investimentos e Notícias)