Palácios atraem cada vez mais turistas em Lisboa

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Palácios atraem cada vez mais turistas em Lisboa Foto: Divulgação

Segundo dados da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), durante os primeiros seis meses do ano, 507.028 pessoas visitaram o Mosteiro dos Jerônimos, o que representa um aumento de 14,8% face ao mesmo período homólogo em 2015. A Torre de Belém posicionou-se em segundo lugar, com 326.849 mil visitas. O número de entradas nos museus, palácios e monumentos dirigidos pela DGPC têm crescido desde 2010, acompanhando a tendência de crescimento no setor do turismo registrado no país.

Para aqueles que apreciam os palácios reais, a região de Lisboa oferece uma enorme gama de edifícios, e valem a pena ser visitados, são eles:

Palácio Nacional de Mafra, mandado construir no século XVIII pelo Rei D. João V, é o mais importante monumento do barroco em Portugal. Construído em pedra lioz da região, o edifício ocupa uma área de perto de quatro hectares (37.790 m2), compreendendo 1200 divisões, mais de 4700 portas e janelas, 156 escadarias e 29 pátios e saguões. Tal magnificência só foi possível devido ao ouro do Brasil.

Real Paço da Ajuda - o novo Paço, habitável desde 1761, veio a ser a residência da Corte durante cerca de três décadas. Em 1794, no reinado de D. Maria I, um incêndio destruiu por completo esta habitação real e grande parte do seu valioso recheio. Coube a Manuel Caetano de Sousa, Arquiteto das Obras Públicas, a tarefa de projetar um novo palácio. Fatores de natureza diversa foram imprimindo um ritmo descontinuado ao decorrer da obra do edifício: a partida da Corte para o Brasil, em 1807 e a falta periódica de recursos financeiros. Quando, em 1821, a Corte regressou do Brasil, o Palácio permanecia inacabado, sendo nele realizadas apenas cerimônias protocolares.

A partir dos anos oitenta iniciou-se a reconstituição desta residência real, alicerçada em rigorosa investigação histórica. O Palácio Nacional da Ajuda não é apenas a antiga residência real. Na ala norte, estão instalados a Biblioteca da Ajuda (antiga biblioteca régia) e a Galeria de Pintura do rei D. Luís I.

Parque e Palácio Nacional da Pena, localiza-se na zona oriental do Parque da Pena, que é necessário percorrer para se chegar à edificação. É constituído por duas alas: o antigo convento manuelino da Ordem de São Jerónimo e a ala edificada no século XIX por D. Fernando II. Em 1838 o rei D. Fernando II adquiriu o antigo convento de monges Jerónimos de Nossa Senhora da Pena, que tinha sido erguido no topo da Serra de Sintra em 1511 pelo rei D. Manuel I.

Palácio Nacional de Sintra, situado no centro histórico da Vila, é um monumento único pelo seu valor histórico, arquitetônico e artístico. De todos os Palácios que os monarcas portugueses mandaram erigir ao longo da Idade Média, apenas o de Sintra chegou, até aos nossos dias, praticamente intacto.

Palácio Nacional de Queluz, próximo de Sintra e de Lisboa com seus jardins históricos, constitui um dos exemplos mais notáveis da ligação harmoniosa entre paisagem e arquitetura palaciana em Portugal. Ilustra os ambientes e vivências da Família Real e da corte portuguesa na segunda metade do século XVIII e início do XIX, ao mesmo tempo em que apresenta a evolução do gosto neste período marcado pelo barroco, o rococó e o neoclassicismo, remetendo para momentos de grande relevância histórica, na transição do Antigo Regime para o Liberalismo.

Nos jardins do Palácio Nacional de Queluz, foi sediada a Escola Portuguesa de Arte Equestre, fundada em 1979 com a finalidade de promover o ensino, a prática e a divulgação da Arte Equestre tradicional portuguesa. Atualmente, os visitantes da Escola Portuguesa de Arte Equestre podem assistir a treinos, apresentações, e galas no Picadeiro Henrique Calado, na Calçada da Ajuda (Belém).

Em relação aos Palácios que se tornaram grandes hotéis, vale destacar: o Tivoli Seteais, localizado em Sintra – capital do Romantismo, é um hotel que promove grandes cerimônias de casamentos. O Fortaleza do Guincho, com um belo restaurante que apresenta o melhor da gastronomia lisboeta, é imperdível. Há ainda a Pousada de Cascais - Cidadela Historic Hotel, o Pestana Palace Hotel & National Monument e o Palácio Belmonte.

(Redação - Agência IN)