Ouro segue em queda em semana turbulenta para commodities

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Ouro segue em queda em semana turbulenta para commodities Foto: Divulgação Ouro segue em queda em semana turbulenta para commodities

O preço do ouro atingiu seu valor mais baixo nos últimos quatro anos influenciado pela força persistente do dólar, enquanto o valor do petróleo bruto recuou devido a temores sobre cortes de preços sauditas e ofertas abundantes.

Petróleo em semana turbulenta
PETRÓLEO:
Em uma semana tumultuada para o mercado de petróleo, os preços sofreram baixa depois que a Arábia Saudita, principal produtora do setor, reduziu seus preços no mercado dos EUA.

O "light sweet crude" (WTI) caiu para o menor patamar de fechamento desde outubro de 2011 e o Brent para o menor patamar desde outubro de 2010.

Analistas interpretaram o movimento saudita como um esforço para manter a quota de mercado nos EUA, competindo com os preços mais baixos do petróleo proveniente dos campos de xisto dos EUA.

Desde meados de junho, o Brent e o WTI caíram quase 30% no valor em meio a preocupações relativas a um excesso de oferta mundial.

No London's Intercontinental Exchange, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em dezembro passou de 85,36 dólares, na semana passada, para 83,64 dólares nesta sexta-feira.

O "light sweet crude" (WTI) para dezembro recuou para 78,99 dólares o barril em comparação à semana anterior, quando custava 80,18 dólares.

METAIS PRECIOSOS: o preço do ouro chegou a 1.131,24 dólares a onça nesta sexta-feira - seu menor nível desde abril de 2010 - enquanto a prata foi cotada a 15,06 dólares a onça.

No London Bullion Market, o preço do ouro recuou para 1.154,50 dólares a onça, em comparação aos 1.164,25 dólares na semana passada.

A prata caiu de 16,20 dólares para 15,42 dólares.

No London Platinum and Palladium Market, a platina caiu para 1.198 dólares, em relação ao preço anterior, de 1.227 dólares.

O paládio caiu de 784 dólares para 763 dólares.

METAIS INDUSTRIAIS: Os metais industriais mantiveram-se estáveis, com ganhos limitados pela valorização do dólar.

"O mercado firmou hoje, depois do BCE sinalizar que estava pronto para tomar novas medidas caso fosse necessário, com o intuito de reanimar as economias do euro", afirmaram analistas do Triland Metais.

No London Metal Exchange, o cobre para entrega em três meses aumentou para 6.682 dólares por tonelada, em comparação aos 6.720 dólares da semana anterior.

O alumínio para entrega no mesmo prazo avançou de 2.031,50 dólares a tonelada para 2.069 dólares. O chumbo subiu de 2.014 dólares para para 2.017,50 dólares a tonelada. O estanho também teve alta, subindo de 19.955 dólares a tonelada para 20.076 dólares. Já o níquel teve baixa, passando de 15.768 dólares a tonelada na semana passada para 15.450 dólares. O zinco também sofreu depreciação, de 2.313 dólares para 2.249 dólares.

Recuo do café e do açúcar
AÇÚCAR:
Os preços caíram em Londres para o menor patamar dos últimos quatro anos devido à oferta abundante.

No LIFFE, o preço da tonelada de açúcar refinado para entrega em março diminuiu para 413,20 dólares, comparado aos 427,40 dólares na semana passada.

No mesmo sentido, no ICE Futures US, o preço do açúcar refinado para março caiu para 15,69 centavos de dólar o quilo, em relação a 16,30 centavos de dólar na semana anterior.

CAFÉ: o Arabica recuou para um período de seis semanas de baixa em 182,10 centavos de dólar em condições favoráveis de crescimento no Brasil.

"Desde meados de outubro, o preço vem caindo devido à previsão de condições climáticas favoráveis no Brasil", disseram analistas da Commerzbank.

"Mesmo assim, ainda não está claro se as chuvas serãp suficientes para que as bagas de café se desenvolvam bem, uma vez que a fase de florescimento chegou ao fim".

No ICE Futures US,o Arabica para entrega em dezembro caiu para 183,65 centavos de dólar por libra, de 186,10 centavos de dólar na semana passada.

No LIFFE, London's futures exchange, o Robusta para janeiro caiu para 2.010 dólares por tonelada, em relação a 2.032 dólares na semana anterior.

(Redação com AFP - Agência IN)