Novo piso salarial irá beneficiar comerciários

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Novo piso salarial irá beneficiar comerciários Foto: Divulgação Novo piso salarial irá beneficiar comerciários

O presidente da Fecomerciários (Federação dos Empregados do Comércio do Estado de São Paulo) Luiz Carlos Motta, participou hoje, 1º de dezembro, às 11 horas, de audiência com o governador Geraldo Alckmin, no Palácio dos Bandeirantes. Motta e demais dirigentes das Centrais Sindicais (UGT, Força, GTB, NCST, CUT e CTB) acompanharam a assinatura do projeto de lei que estabelece os novos valores do Piso Regional no Estado.

Em vez de três faixas salariais (hoje estabelecidas em R$ 810,00, R$ 820,00 e R$ 835,00), o governador, conforme sugestão das Centrais, formulou projeto que institui o Piso Regional com duas faixas de reajuste. Pelo projeto, a primeira subiria de R$ 810,00 para R$ 905,00 e a segunda de R$ 820,00 para R$ 920,00.

Foram duas rodadas de negociações, na mesma semana. Dia 24 de novembro as Centrais apresentaram a primeira proposta. Por solicitação do governador esta fora reavaliada pelos dirigentes e reapresentada dois dias depois (26); quando Alckmin anunciou que a transformaria num projeto de lei. “Será apresentado na Assembleia Legislativa em caráter de urgência para, se aprovado, entrar em vigor dia 1º de janeiro de 2015”, explica Alckmin.

Motta aponta as vantagens dos dois novos Pisos:

- Permite a normatização para as remunerações contempladas nas duas faixas agora existes. Ou seja, o Piso Salarial Regional, que vale somente para a iniciativa privada, protege trabalhadores que não possuem piso salarial definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho.
- A valorização do Piso Regional é muito importante, porque baliza para cima os pisos de outras categorias de trabalhadores.
- Contribui para que os trabalhadores paulistas recebam remunerações acima do salário mínimo nacional que ficará em torno de R$ 788,00, em 2015. Hoje é de R$ 724,00.
- Eleva, desse modo, o poder de compra no maior mercado econômico do Brasil; o Estado de São Paulo beneficiando cerca de 7,2 milhões de trabalhadores divididos em 105 ocupações.

(Redação- Agência IN)