Nível de estoques do varejo tem ligeira alta em agosto

Nível de estoques do varejo tem ligeira alta em agosto (Foto: Divulgação) Nível de estoques do varejo tem ligeira alta em agosto

A retomada da economia deve se intensificar no segundo semestre de 2017, como já previam os principais indicadores da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que mostravam um deslocamento da economia em relação ao ambiente político nos meses de junho e julho. 

Em agosto, o Índice de Estoques (IE) do comércio varejista na região metropolitana de São Paulo registrou ligeira alta (1,2%), passando de 105,8 para 107,1 pontos. Em relação ao mesmo mês de 2016, quando o índice atingia 101,6 pontos, houve um aumento de 5,4%. Assim, a proporção de empresários com estoques adequados alcançou 53,5%, mantendo-se acima dos 50% pelo quarto mês consecutivo, mas ainda abaixo dos 60% a 65% vistos em momentos de boas vendas.

Os dados são do Índice de Estoques (IE) da FecomercioSP, que capta a percepção dos comerciantes sobre o volume de mercadorias estocadas nas lojas, e varia de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total). A marca dos cem pontos é o limite entre inadequação e adequação.

A parcela de empresários que afirma estar com estoques acima do adequadoapresentou pouca variação, de -0,3 ponto porcentual (p.p), na comparação com julho, atingindo 32,4%. Já os que disseram estar com o nível de mercadorias abaixo do ideal ficou estável, em 13,9%. Entre abril e maio, houve uma aceleração do ajuste de estoques que culminou em quedas, e em junho, julho e agosto houve praticamente uma estabilização. 

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, os diferenciais entre estoques acima e abaixo do adequado caminham gradativamente para um patamar um pouco menor, mas ainda dentro da margem de erro. Os indicadores de estoques, de forma geral, continuam melhores do que no passado recente, mas aquém do desejável de uma economia em sua plenitude.

Dados positivos como alta do PIB no primeiro trimestre, desemprego com ligeira queda, crescimento sazonal da indústria, bom desempenho do setor agropecuário, queda de juros e retomada de vendas de alguns segmentos (como o de automóveis), recorde de exportações líquidas, entrada de dólares, resistência do mercado acionário, inflação muito baixa e certa estabilidade do câmbio evidenciam uma recuperação, que deve ser intensificada no segundo semestre. Para a FecomercioSP, é muito provável que nas próximas pesquisas já seja possível identificar se a magnitude dessa retomada pode ganhar força.

A Federação reforça que, com os principais indicadores financeiros, como câmbio, Bolsa e "risco Brasil", voltando aos patamares anteriores à crise, resta encaminhar a Reforma da Previdência para que a retomada da economia em 2017 se consolide.

(Redação - Agência IN)