Na contramão da crise, Josefina Rosacor abre novas lojas, incluindo franquia em Portugal

Na contramão da crise, Josefina Rosacor abre novas lojas, incluindo franquia em Portugal Foto: Divulgação Na contramão da crise, Josefina Rosacor abre novas lojas, incluindo franquia em Portugal

Expansão da marca feminina de acessórios se deve ao tíquete médio baixo dos produtos e ao constante lançamento de novidade

Fundada em 2006, com um investimento de R$ 25 mil, a Josefina Rosacor conta, hoje, com 17 lojas e está em processo de expansão, apesar da crise econômica do Brasil, responsável pelo fechamento de várias marcas do segmento de moda. Ainda em outubro e em novembro desse ano, a etiqueta carioca de acessórios femininos inaugura mais duas lojas próprias, no Ilha Plaza e no Norte Shopping, com investimento total de R$ 700 mil. Em 2018, por sua vez, chega a Fortaleza (CE), Vitória (ES), Belo Horizonte (MG) e a Portugal, por meio de franquias. Segundo a sócia-fundadora e diretora criativa Mirella Ferraz, eles estão à procura de pontos em Lisboa e em Leiria.

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Para abrir uma franquia da Josefina Rosacor, o investimento total é de R$ 250 mil e o prazo médio de retorno é de 24 meses. 

Atualmente, a empresa conta com oito franquias e nove lojas próprias. O processo de franchising começou em 2008. Já o comércio online teve início em 2011 e representa menos de 10% do faturamento da marca. Aliás, em 2016, a empresa faturou R$ 15.000.000, 30% a mais que no ano anterior. Em 2017, a previsão é de que esse valor aumente para R$ 17.000.000. Principalmente, por conta da abertura dos novos pontos. Hoje, a rede conta 100 funcionários e está contratando mais 70, temporariamente, para o Natal.

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O crescimento da marca, cujo público–alvo são as mulheres de 20 a 50 anos, das classes A e B, se deve em muito ao tíquete médio baixo, de R$ 85, e ao constante lançamento de novidades. Semanalmente, as lojas recebem minicoleções. Os brincos são os produtos mais vendidos, mas o restante das bijús, bolsas, sapatos e itens da linha home também têm uma ótima saída, de acordo com Mirella. 

Ela acredita ainda que as duas pesquisas anuais de marketing e o projeto arquitetônico das lojas também contribuam para o sucesso.

“Nossos pontos não têm porta, nem obstáculos. São abertos e, por isso, convidativos ao público. Somos acessíveis tanto no preço como também à visão de quem passa em frente às nossas lojas”, explica a empresária, que desistiu da carreira de dentista em detrimento da moda. No dia seguinte à sua formatura em Odontologia, ela se mudou para Londres, onde estudou História da Arte e Design de Interiores. De volta ao Brasil, cursou Design de Moda e fez pós-graduação em Gestão de Moda.

Enquanto muitas marcas do segmento de acessórios e bijús recorrem a fornecedores de fora do país, a Josefina Rosacor faz questão de investir no “feito no Brasil”. A etiqueta só trabalha com fábricas brasileiras, presentes no estado do Rio, em São Paulo e no Sul do país.

(Redação - Investimentos e Notícias)