México investe US$23 bi em refinarias para reduzir emissões de carbono

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México investe US$23 bi em refinarias para reduzir emissões de carbono Foto: Divulgação

O governo do México anunciou nesta terça-feira um investimento de 23 bilhões de dólares em suas seis refinarias petroleiras para reduzir em 90% as emissões de gases de efeito estufa por gasolina e tornar energeticamente autossuficientes algumas de suas instalações.

Enquanto as nações do mundo debatem o aquecimento global na Conferência de Paris, o governo do presidente Enrique Peña Nieto anunciou em comunicado uma série de projetos que se centrarão na produção de gasolinas menos contaminantes, diesel de baixíssimo enxofre, assim como o aproveitamento de resíduos e de um vapor para gerar eletricidade.

Uma das iniciativas, que contará com um investimento de 3,1 bilhões de dólares e estará pronta no primeiro trimestre de 2016, buscará produzir por dia 212.500 barris de gasolina de baixíssimo enxofre contra os 100.100 que se produziam em outubro do ano passado.

Com isso, "o conteúdo de enxofre nas gasolinas será reduzido, o que diminuirá 90% da emissão de gases de efeito estufa (GEI) e a emissão de contaminantes da atmosfera", estimou o governo mexicano, que esperava gerar 63.000 empregos diretos com todos os projetos.

O México também investirá 3 bilhões de dólares para aproveitar o vapor dos processos produtivos para gerar eletricidade em três refinarias e um complexo processador de gás.

"Esperamos que abasteçam 13% da demanda nacional, para chegar a ser o segundo fornecedor mais importante de eletricidade do país", com uma produção total de 2.316 MW de eletricidade e 3.530 ton/h de vapor, estimou o governo.

Além disso, este projeto - que começará entre 2018 e 2019 - fará com que as refinarias sejam autossuficientes energeticamente e contribuirá para a redução de gases de efeito estufa, segundo o governo.

Em seu plano apresentado às Nações Unidas em fevereiro deste ano, o México se comprometeu em reduzir 25% de suas emissões de gases de efeito estufa de hoje a 2030 e até 40% se houver um acordo mundial que contemple ajudas financeiras e transferência de tecnologia aos países em desenvolvimento.

No ano passado, o México aprovou uma reforma energética que abriu a exploração de hidrocarbonetos a capitais privados e estrangeiros, dando fim a um monopólio deste setor por parte da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) que durou 76 anos.

A empresa, vital para suas finanças públicas, enfrenta há anos uma drástica queda em sua produção com 3,4 milhões de barris diários em 2004, contra 2,2 milhões no segundo trimestre de 2015.

(Redação com AFP - Agência IN)