Mercado livre de energia tem aumento no índice de rotatividade de contratos

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De acordo com dados apresentados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), houve um aumento de 3,8%, em junho, no índice de rotatividade dos contratos Foto: Divulgação De acordo com dados apresentados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), houve um aumento de 3,8%, em junho, no índice de rotatividade dos contratos

De acordo com dados apresentados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), houve um aumento de 3,8%, em junho, no índice de rotatividade dos contratos fechados no mercado livre, em comparação com o mesmo período do ano passado. "Este número é a razão entre o volume transacionado e o consumido. O índice na casa dos 2,5, como em junho de 2014, significa que, em média, um contrato transaciona 2,5 vezes antes de chegar ao consumidor final. Então, a alta de 3,8% indica que o mercado como um todo está um pouco mais líquido, em que pese a crise atual, mas longe do que já esteve na sistemática anterior de garantia financeira",afirma o presidente da comercializadora Trade Energy, Walfrido Avila.

Segundo o executivo, a maior liquidez reflete o aumento do número de contrapartes, o que acaba por reduzir o poder de mercado, com custos de transação menores. Para o segundo semestre, a empresa prevê que o índice de rotatividade permaneça estável ou, se apresentar aumento, tal situação será resultado do crescimento de oferta e da incerteza cada vez mais próxima quanto aos preços para 2015.
Outro levantamento divulgado pela CCEE é que, entre maio e junho de 2014, o aumento percentual foi de 1,5%, também em comparação com o mesmo período do ano anterior. "Este acréscimo foi pequeno para representar uma tendência", ressalta Avila.
O presidente da organização ainda acrescenta que no Brasil este índice ainda é pequeno perto de países como a Alemanha e Nordpool. "Como o mercado brasileiro está longe de ser maduro, entendemos que há ainda uma grande margem para aumento. A ampliação da elegibilidade, as recentes possibilidades de venda de excedentes de consumidores livres e de energia nova destinada ao mercado livre são os grandes alavancadores para uma maior liquidez no setor de energia. Preços spot elevados tendem a reduzir a liquidez de mercado pelo elevado grau de risco que os agentes têm que se submeterem nas suas operações", finaliza Avila.

 (Redação- Agência IN)