Maio tem retração na liberação de crédito para veículos

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Balanço revela que saldo da carteira de veículos retraiu 8,1% nos últimos doze meses Foto: Divulgação Balanço revela que saldo da carteira de veículos retraiu 8,1% nos últimos doze meses

O crédito para financiamento de veículos voltou a sofrer retração em maio. As incertezas que permeiam o mercado levam à redução nos negócios, principalmente os considerados bens duráveis. O cenário foi de queda em todos os índices. No mês, o saldo do crédito para aquisição de veículos pelas pessoas físicas e jurídicas, que somou R$ 200,6 bilhões, correspondeu a 3,5% do PIB, contra 4,1% no mesmo período do ano anterior, um decréscimo de 0,6 p.p. O montante representa 6,5% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional e 12,7% das operações de crédito (recursos livres), segundo a ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras).

Em momento de incerteza geral, em que todos aguardam os efeitos do ajuste fiscal, o processo de retração é inevitável e se reflete no mercado automotivo. No comparativo mensal e de um ano, o saldo da carteira de veículos registrou decréscimo de 1,3% e de 8,1%, respectivamente. O saldo de financiamentos CDC, em maio, foi de R$ 193,4 bilhões, retração de 1% no mês e de 6,7% em doze, com relação a 2014. O saldo da carteira de pessoa física somou R$ 175,7 bilhões, queda de 1% no mês e de 6,6% em um ano. O de pessoa jurídica, R$ 17,7 bilhões, redução de 1% no mês e de 7,9% em doze meses. A carteira de Leasing totalizou R$ 7,2 bilhões, queda de 3% no mês e 33,8% em doze.

Sobre as retrações nas vendas e financiamentos de veículos no período acumulado de janeiro a maio, Décio Carbonari, presidente da ANEF, diz que a situação é pior do que se imaginava no início do ano. 'Torna-se cada vez mais difícil visualizar o momento em que haverá o esperado início da estabilização e posterior melhora em nosso segmento.'

O total acumulado de recursos liberados no ano para CDC e Leasing somou R$ 39 bilhões, em maio, queda de 10,7% em doze meses. Apenas os financiamentos CDC somaram R$ 37,8 bilhões, retração de 10,8% em um ano. O total acumulado de recursos liberados para CDC foi de R$ 37,9 bilhões, decréscimo de 10,8% em doze meses. Para pessoa física, foram R$ 34 bilhões, com queda de 9,5% em doze meses; para pessoa jurídica, R$ 3,8 bilhões, retração de 21,4%, no mesmo período.

Analisando somente os resultados de maio, o total de recursos liberados para CDC foi de R$ 7,1 bilhões, queda de 2,5% em relação a abril, e de 18,4%, comparado a igual mês de 2014. Para pessoa física, foram concedidos R$ 6,4 bilhões, decréscimo de 2,1% ante ao mês anterior, e de 16,8%, maio de 2014. Para pessoa jurídica, foram liberados R$ 776 milhões, diminuição de 6,2% no mês e de 29,4%, no comparativo anual.

Os bancos de montadoras continuam oferecendo taxas mais atrativas aos consumidores, mesmo apresentando leve aumento perante abril. Em maio, a média foi de 1,56% a.m. e de 20,41% a.a. A taxa média dos bancos de varejo para pessoa física no CDC foi de 1,86% a.m. e 24,8% a.a. e 1,64% a.m. e 21,5% a.a., para pessoa jurídica.

Os planos máximos disponibilizados pelos bancos aos consumidores foram mantidos em 60 meses. No entanto, o prazo médio em maio, foi de 41,7 meses. No mesmo período de 2014, foram 41,3 meses.

Ponto positivo de maio, a inadimplência segue em níveis baixos, com acréscimo de apenas 0,1 p.p. no mês, ficando em 5,4%. Houve decréscimo de 0,3 p.p. em doze meses. A inadimplência do total da carteira de financiamentos CDC ficou em 3,9%, queda de 1,1 p.p. em doze meses. Já no Leasing, o total é de 7,3%, queda de 0,5 p.p. no mês e de 4,2 p.p. em doze meses. A inadimplência de pessoas jurídicas somou 4%, aumento de 0,1 p.p. no mês e de 0,6 p.p. em um ano. No CDC, foram 4,4%, acréscimo de 0,1 p.p. no mês. No Leasing, 3,9% ficaram inadimplentes, aumento de 0,2 p.p. no mês e de 0,3 p.p. em doze meses.

(Redação - Agência IN)