Lucro líquido da Vale recua no segundo trimestre de 2014

  •  
Lucro líquido da Vale recua no segundo trimestre de 2014 (Foto: Divulgação) Lucro líquido da Vale recua no segundo trimestre de 2014

Nesta quinta-feira, 31, a Vale anunciou que obteve um forte desempenho operacional no 2T14, com a produção de minério de ferro alcançando 79,4 Mt. Com isso, a Companhia alcançou o melhor desempenho para um segundo trimestre, e com a produção de Carajás alcançando 29,3 Mt, devido ao bem-sucedido ramp-up da Planta 2.

Por outro lado, a Vale pagou confortavelmente dividendos no valor de US$ 2,1 bilhões, mantendo o seu nível de endividamento total em US$ 30,257 bilhões e preservando uma posição de caixa semelhante à do 1T14, no valor de US$ 7,067 bilhões.

No 2T14, a Vale apresentou um EBITDA ajustado de US$ 4,104 bilhões, incluindo uma melhor contribuição do segmento de metais básicos de US$ 609 milhões, em consequência do melhor EBITDA de Salobo (US$ 87 milhões), Onça Puma (US$ 106 milhões) e PT Vale Indonésia (US$ 107 milhões), apesar dos efeitos da manutenção programada nas operações de Sudbury. A receita bruta foi de US$ 10,079 bilhões, representando um aumento de 4,1% em relação ao 1T14, apesar dos preços mais baixos de minério de ferro.

No primeiro semestre de 2014 a Vale conseguiu reduzir os custos e despesas em US$ 249 milhões em relação ao 1S13, com uma economia de US$ 31 milhões no 2T14 contra o 2T13, apesar da parada programada para manutenção em Sudbury e dos custos adicionais associados à interrupção da produção de VNC. SG&A diminuiu em US$ 144 milhões (25,3%) comparando o 1S14 com o 1S13, acima da meta de redução de 10% para o ano. P&D diminuiu em US$ 22 milhões (6,7%) e despesas pré-operacionais e de parada diminuíram US$ 282 milhões (39,9%), ainda abaixo da meta de redução de 50%.

No semestre, os investimentos da Vale totalizaram US$ 5,056 bilhões, representando uma queda de US$ 2,105 bilhões quando comparados com os US$ 7,161 bilhões investidos no primeiro semestre de 2013. No 1S14, o capex de manutenção totalizou US$ 1,658 bilhão, apresentando um decréscimo de cerca de 21% em relação ao 1S13.

Entretanto, o lucro líquido totalizou US$ 1,428 bilhão contra US$ 2,515 bilhões no trimestre anterior, refletindo os efeitos do impairment de ativos relacionados à Simandou e à mina de Integra Coal. A Vale reconhece um impairment em Simandou de US$ 500 milhões, uma vez que as discussões com o Governo da Guiné estão avançando no sentido de reconhecer e, de certa forma, compensar os investimentos feitos pela Vale naquele país.

Já o EBITDA ajustado de minério de ferro no 2T14 foi de US$ 2,679 bilhões, ficou em linha com o 1T14, apesar dos preços mais baixos do minério de ferro. A produção de minério de ferro foi de 79,4 Mt[1] no 2T14, principalmente devido aos ramp-ups da Planta 2 (Adicional 40 Mt) e de Conceição Itabiritos.

Com relação aos metais básicos, a Vale alcançou um EBITDA ajustado de US$ 609 milhões no 2T14 apesar da manutenção programada em Sudbury, acumulando US$ 1,158 bilhão no 1S14. Com isso, a receita de vendas alcançou US$ 1,889 bilhão, ficando 9,3% acima do 1T14, devido aos maiores preços de venda, os quais mais do que compensaram o efeito de menores volumes de vendas, em razão das paradas para manutenção em Sudbury e Clydach.

Já o negócio de carvão obteve um EBITDA ajustado negativo de US$ 154 milhões devido aos baixos preços de carvão e à baixa utilização da base de ativos em Moatize, como resultado da restrição da capacidade ferroviária e portuária. A ferrovia e o porto operarão plenamente quando for concluído o Corredor Nacala. A produção total de carvão no 2T14 foi de 2,2 Mt, 23,8% maior do que no 1T14, principalmente devido ao forte desempenho de Carborough Downs, após a movimentação do longwall no trimestre anterior.

Contudo, o EBITDA ajustado para o segmento de fertilizantes aumentou de US$ 35 milhões no 1T14 para US$ 72 milhões no 2T14, principalmente devido ao impacto positivo dos preços de venda.

Para finalizar, no 2T14, a Vale avançou em seus projetos em execução, continuou os ramp-ups de operações importantes, reduziu custos, despesas e investimentos, reforçando o seu objetivo de gerar fluxos de caixa positivos em quaisquer cenários de preços.

(Redação – Agência IN)