Lucro líquido da ISA CTEEP cresce no 4T20

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Lucro líquido da ISA CTEEP cresce no 4T20 Foto: Divulgação.

A ISA CTEEP, maior transmissora privada de energia elétrica do país, finalizou o ano de 2020 com lucro líquido regulatório 64% superior ao registrado em 2019, impulsionado pela melhora do EBITDA e pelo ganho com a operação de real estate, totalizando R$ 2 bilhões. No quarto trimestre, o lucro líquido regulatório foi de R$ 374,4 milhões, acréscimo de 8,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A receita operacional líquida regulatória de 2020 foi de R$ 3,9 bilhões, um aumento de cerca de 40% em relação ao ano anterior. No último trimestre, a receita líquida foi de R$ 840 milhões, 15% superior ao mesmo período em 2019.

No ano, o EBITDA ajustado regulatório totalizou R$ 2,7 bilhões, um aumento de quase 23% no comparativo com 2019. Se considerado apenas o quarto trimestre, o EBITDA ajustado regulatório foi de R$ 723 milhões, um acréscimo de 21,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em 2020, a companhia também viabilizou a distribuição de proventos no montante de R$1,67 bilhão, que representa 83% do lucro líquido regulatório e dividend yield de 9%.

Crescimento e investimentos

Com o objetivo de expandir a sua presença no território nacional, a empresa baseia a sua estratégia de crescimento em três pilares: participação ativa em leilões (projetos greenfield), investimento em reforços e melhorias, e novos negócios, que incluem potenciais fusões e aquisições que tenham sinergias com as operações existentes.

No último trimestre de 2020, a companhia investiu mais de R$ 385 milhões e, no acumulado do ano, aportou R$ 1,3 bilhão, o que representa um aumento de R$ 534,5 milhões em relação a 2019 - crescimento de 69% ante 2019. A maior parte foi destinada aos novos projetos (greenfield) - cerca de R$ 1,1 bilhão, fundamentais para o escoamento de energia elétrica proveniente de fontes renováveis no país, contribuindo para uma economia de baixo carbono.

Em 2020, a ISA CTEEP colocou em operação dois projetos - as Interligações Elétricas Itaquerê e Tibagi - e foi responsável por arrematar o lote 7, segundo maior do leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), realizado em dezembro. O empreendimento recebeu o nome de Riacho Grande. Nos últimos anos, a Companhia arrematou 14 lotes em leilões de transmissão realizados pelo regulador, que somam capex estimado pela ANEEL (ponderado pela participação da ISA CTEEP) de R$ 6,3 bilhões com incremento da RAP (ciclo 2020/2021) de cerca de R$ 645 milhões, após a entrada em operação dos ativos.

Os outros R$ 231 milhões foram destinados ao avanço do plano de modernização de ativos da companhia, representando um aumento de 74% em relação ao último exercício. Os investimentos em reforços e melhorias do sistema de transmissão vão garantir maior flexibilidade e segurança no fornecimento de energia às distribuidoras. No ano, foram energizados 131 projetos e a empresa já conta com a autorização da ANEEL para cerca de outros 277 com investimento previsto de R$ 1,5 bilhão. A expectativa é energizar metade do pipeline desses projetos ao longo de 2021.

O crescimento também abrangeu oportunidades de negócio com o patrimônio imobiliário da companhia, por meio da comercialização de áreas excedentes ao serviço público de transmissão. No ano passado, a empresa fechou o primeiro negócio envolvendo um ativo imobiliário (real estate) com a prefeitura de São José dos Campos (SP) para áreas que serão usadas em um projeto de mobilidade urbana local. A transação foi de R$ 73,5 milhões. Nessa linha, a empresa já selecionou lotes que somam mais de 1 milhão de m2, distribuídos na capital paulista e no corredor até o Vale do Paraíba, para avaliação de novos negócios.

Em dezembro, a companhia adquiriu a Piratininga - Bandeirantes Transmissora de Energia (PBTE), no valor de R$ 1,6 bilhão.

(Redação - Investimentos e Notícias)