Lucro da Unidas atinge R$ 82,5 milhões no 1T19

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Receita sobe 34,3% e bate R$ 1 bilhão, também valor inédito para a locadora Foto: Divulgação Receita sobe 34,3% e bate R$ 1 bilhão, também valor inédito para a locadora

A Unidas registrou no primeiro trimestre deste ano lucro líquido recorrente de R$ 82,5 milhões. O ganho é recorde e representou um crescimento de 54,8% em relação ao apurado no mesmo período de 2018.

Na mesma base de comparação, a receita líquida da Unidas avançou 34,3% e atingiu R$ 1,028 bilhão, também um recorde batido pela locadora de veículos, que ultrapassou pela primeira vez em sua história a marca de R$ 1 bilhão em um trimestre.

O Lucro antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (EBITDA, na sigla em Inglês) recorrente aumentou 13,3%, atingindo R$ 290,1 milhões no primeiro trimestre – mais um recorde da empresa –, enquanto o Lucro antes de Juros e Impostos (Ebit) avançou 21,2%, para R$ 186,4 milhões.

"Do ponto de vista mercadológico e comercial, o segmento de Aluguel de Carros continua a nos surpreender positivamente com sua crescente demanda. Mesmo praticamente dobrando o total de carros em 12 meses e mantendo a tarifa média estável, nossa taxa de ocupação superou novamente o patamar de 80%", afirmou o diretor-presidente (CEO) da Unidas, Luis Fernando Porto, em mensagem da administração.

No segmento de Aluguel de Carros, a receita líquida da Unidas no primeiro trimestre aumentou 55,9% para R$ 223,0 milhões. O número de diárias comercializadas nesse segmento excluindo franquias teve expansão forte de 60,6%, para 3,156 milhões, enquanto o preço médio da tarifa foi preservado, em R$ 74,00, ante R$ 73,90 um ano antes.

Na terceirização de frotas, o crescimento da receita da Unidas de janeiro a março deste ano ante igual período de 2018 foi de 16,2%, para R$ 281,3 milhões, graças ao incremento de 8,5% no número de diárias, para 6,069 milhões, enquanto a tarifa média mensal avançou 8,1%, chegando a R$ 1,538 mil.

"No segmento de Terceirização de Frotas, o primeiro trimestre de 2019 foi positivamente marcado pelo aumento da tarifa média, resultado direto do diligente trabalho da Companhia em melhorar a qualidade do mix de clientes com a entrada de clientes que terceirizam suas frotas pela primeira vez, além da renovação de contratos existentes respeitando o nosso absoluto compromisso com a racionalidade de preços e rentabilidade", afirmou Luis Fernando Porto.

No segmento de Seminovos, a Unidas apurou crescimento de 37,7% na receita líquida entre janeiro e março deste ano ante igual período de 2018, somando R$ 523,4 milhões de venda, um recorde. A empresa atingiu o volume recorde de vendas em um trimestre com expansão do market share em 0,7 ponto percentual. O preço médio do carro vendido aumentou 14,5%, para R$ 37,1 mil, enquanto a quantidade de unidades comercializadas variou 20,2% positivamente, para 14,1 mil.

"É importante destacar que este é o primeiro trimestre a vigorar as novas regras contábeis do IFRS 16, no qual, basicamente, passamos a capitalizar as despesas de aluguéis que a Companhia possui, as quais se referem aos aluguéis de lojas de RAC e de Seminovos, além dos escritórios administrativos. Esse efeito gera, por consequência, redução do OPEX e aumento das linhas de EBITDA, depreciação e despesa financeira", destacou na mensagem de administração o diretor presidente da Unidas.

A diferença entre o Retorno sobre o Capital Investido (ROIC), que ficou em 12,1%, e o Custo Médio Ponderado da Dívida Após Imposto de Renda, de 6,5% – o chamado spread, aumentou de 4,2 pontos percentuais para 5,6 ponto percentuais, com melhora da rentabilidade e queda dos juros.

A Unidas encerrou o primeiro trimestre do ano com 142,295 mil veículos – um recorde na companhia. Essa frota é 32,3% maior que um ano antes.

Na mensagem de administração, o presidente da Unidas destacou ainda a estratégia de redução de custo da dívida. "Em abril de 2019, concluímos a 13ª emissão de debêntures no montante de R$ 1 bilhão", falou Luis Fernando Porto sobre a emissão que possui um custo médio de 109,3% do CDI – o menor já registrado pela empresa – e prazo médio de vencimento de 6,6 anos. "Tais condições, além de permitirem com que o atual caixa da companhia corresponda ao equivalente à 145% do total da nossa dívida bruta até o final de 2021, refletem a rara condição de rating de AAA em nossa indústria conquistada pela Companhia e a confiança de nossos credores na execução dos negócios pela administração", disse Luis Fernando Porto.

(Redação - Investimentos e Notícias)