Lucro da Estácio cresce 51,9%, em 2018

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Lucro da Estácio cresce 51,9%, em 2018 Foto: Divulgação Lucro da Estácio cresce 51,9%, em 2018

A Estácio, um dos maiores grupos educacionais do país, divulgou na quinta-feira (14) seus resultados relativos ao quarto trimestre e ao ano de 2018.

No período entre setembro e dezembro de 2018, a Estácio seguiu colhendo resultados de sua estratégia baseada no aumento da eficiência, na inovação em sua oferta de cursos e na busca constante da qualidade de ensino.

A receita líquida no último trimestre de 2018 foi de R$ 867 milhões, uma alta de 3,4% em relação ao mesmo período de 2017. O EBITIDA ajustado totalizou R$ 253,1 milhões, um aumento de 6,1%, com margem de 29,2%. O lucro no período somou R$ 16,3 milhões, numa reversão do prejuízo pontual de R$ 12,8 milhões do quarto trimestre de 2017.

O desempenho do último trimestre consolida aquele que foi um ano de conquistas para a Estácio. No acumulado de 2018, o lucro líquido contábil somou R$ 644,9 milhões, um avanço de 51,9% em relação a 2017. A receita líquida atingiu R$ 3,6 bilhões, um aumento de 7,1% em relação a 2017. A maior eficiência de custos trouxe um crescimento de 22,3% no EBTIDA ajustado, que totalizou R$ 1,15 bilhão, com margem de 31,9% - quatro pontos percentuais a mais do que em 2017.

“A Estácio alcançou um patamar de eficiência que a posiciona para uma nova fase de crescimento”, diz Eduardo Parente, presidente da Estácio. “Alcançaremos esse crescimento explorando as vantagens do nosso EAD, crescendo na área de saúde e buscando boas oportunidades de aquisição que surgirem”.

A base de alunos atingiu 517,8 mil, no quarto trimestre, um aumento de 0,5% em relação ao fim de 2017. O destaque ficou para o crescimento de 19% na operação de EAD, que levou a base de alunos do segmento a 203,1 mil alunos. O Ministério da Educação atrela a expansão do EAD às notas das instituições de ensino – quanto maiores as notas, mais polos podem ser inaugurados. Como tem notas altas, a Estácio obteve autorização para abrir até 350 polos por ano. Em 2018, aproveitou essa oportunidade e apresentou adição líquida de 323 polos de EAD, totalizando 607, e lançou 49 novos cursos. Inovador, único no mercado e 100% digital, o conteúdo do EAD da Estácio mantém o padrão de qualidade dos cursos presenciais.

A modalidade Flex, que alia o curso 100% digital a atividades nos laboratórios dos campi da Estácio, continua ganhando espaço, com crescimento de 36%. O desempenho do EAD e a disciplina comercial da companhia (que elevou o tíquete médio das mensalidades) compensaram a queda de 8,7% na base de alunos presencial, motivada sobretudo pelo encolhimento do FIES, o programa de financiamento estudantil do governo federal.

Nenhum desses resultados poderia ter sido obtido sem um ensino de qualidade, pilar da estratégia da Estácio. No último trimestre de 2018, o MEC divulgou os resultados do Conceito Preliminar de Curso (CPC) de 2017, em que a Estácio obteve excelentes resultados. A métrica avalia cada curso e é composta de diversos fatores, como IDD e ENADE. A Estácio se destaca nos diferentes componentes deste indicador.

A Estácio possui 97% dos seus cursos com nota satisfatória (igual ou superior a 3, numa escala de 1 a 5) nos últimos três anos avaliados, acima da média das instituições particulares (89%) e da média das instituições públicas de ensino superior (93%).

No EAD, a Estácio posiciona-se com a maior média ponderada de CPC dentre os grandes grupos educacionais de capital aberto, além de obter a maior média ponderada no IDD, componente que mede a evolução da performance do aluno.

A qualidade de ensino e os ganhos de eficiência dão musculatura para que a Estácio lance uma série de iniciativas que trarão resultados em 2019. Em dezembro, a Estácio obteve autorização para implantar três novos cursos de Medicina ligados ao Programa Mais Médicos, nas cidades de Castanhal (PA), Canindé (CE) e Quixadá (CE). Estas Unidades vão se juntar aos oito cursos de Medicina já existentes. A expressiva expansão reforça a posição da Estácio como maior operador de cursos de Medicina do país (em base de alunos), além de ser um importante veículo de crescimento no segmento presencial pela possibilidade de aumentar o portfólio de cursos de saúde nessas unidades.

Concluído em outubro, o novo sistema de precificação da Estácio, que reage com mais flexibilidade às dinâmicas de cada região, trará ganho de receita de até R$ 70 milhões nos próximos dois anos. Ganho semelhante virá do programa de fidelização do aluno, já em andamento. São iniciativas que ajudam a manter o foco da Estácio em sua eficiência operacional, que deu um salto nos últimos dois anos. Entre 2014 e 2016, a margem EBITDA média da Estácio foi de 20,4%. Hoje, beira os 32%.

Finalmente, a Estácio mantém uma estrutura de capital sólida, que a capacita a investir em seu negócio e aproveitar eventuais oportunidades de aquisição. Em 2018, o investimento (CAPEX) da Estácio cresceu 58,3%, totalizando R$ 248,5 milhões. Além dos R$ 818 milhões em caixa ao final de 2018, a Estácio captou R$ 600 milhões em debêntures em fevereiro, a um custo inferior ao custo médio de dívida da companhia.

(Redação - Investimentos e Notícias)