Lucro ajustado do BB é de R$ 4,2 bilhões no 1T19

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Lucro ajustado do BB é de R$ 4,2 bilhões no 1T19 Foto: Divulgação Lucro ajustado do BB é de R$ 4,2 bilhões no 1T19

O Banco do Brasil divulgou nesta quinta-feira (09) o lucro líquido ajustado do primeiro trimestre de 2019, de R$ 4,2 bilhões. Esse foi o maior resultado nominal em um trimestre na história do BB. O valor é 40,3% maior se comparado ao primeiro trimestre de 2018, de R$ 3,0 bilhões e 10,5% superior ao resultado do 4T18.

Serão distribuídos R$ 1,6 bilhão em forma de Juros Sobre o Capital Próprio (JCP) no trimestre, crescimento de 93,2% na comparação com o 1T18.

O resultado foi influenciado pelos seguintes fatores: crescimento do crédito com foco nas linhas com melhor relação risco/retorno e manutenção da qualidade da carteira; e pela especialização do atendimento somado ao avanço da estratégia digital com impactos positivos no desempenho das rendas de tarifas, bem como no controle das despesas e na satisfação dos clientes.

A carteira de crédito ampliada totalizou R$ 684,1 bilhões e cresceu 0,8% em 12 meses.

A carteira PF orgânica ampliada cresceu 9,0% em 12 meses (R$ 16,0 bilhões), fruto do desempenho positivo em crédito consignado (R$ 5,0 bilhões) e da alta de 7,1% do financiamento imobiliário (R$ 3,2 bilhões). Destaque especial para a linha Empréstimo Pessoal, que cresceu 85,9% em comparação a Mar/18 e alcançou R$ 8,5 bilhões, resultado da estratégia de crescimento de crédito em operações mais rentáveis.

A carteira de crédito ampliada PJ caiu 3,7% em 12 meses. Considerando a dinâmica das carteiras por segmentação de cliente, a principal redução ocorreu com Grandes Empresas (13,0%) ou R$ 15,7 bilhões, sendo que parte dessa queda se refere a liquidação antecipada de operações no segmento Large Corporate. No caso dos clientes MPME, aqueles com faturamento anual de até R$ 200 milhões, destaque para o crescimento de 22,1% (R$ 5,0 bilhões) nas linhas de capital de giro e recebíveis, fruto da estratégia de aplicação em linhas com melhor relação risco retorno, de prazos mais curtos e com uso de garantias e recebíveis. O saldo para clientes Governo cresceu R$ 3,5 bilhões na comparação com Mar/18.

A carteira rural ampliada apresentou desempenho positivo de 4,4% na comparação anual (R$ 7,1 bilhões), com destaque para a carteira de FCO Rural (R$ 3,9 bilhões), Investimento Agropecuário (R$ 2,8 bilhões) e Pronaf (R$ 731 milhões). Considerando o desembolso nos nove primeiros meses da safra 2018/2019 o crescimento foi de 3,3% (R$ 1,9 bilhão) na comparação com o mesmo período da safra 2017/2018. Destaque para a participação bem-sucedida do BB na Agrishow onde mais de R$ 2,3 bilhões em intenções de negócios foram acolhidas, crescimento de 156% em relação à 2018, o que corrobora a parceria que o Banco do Brasil mantém com esse setor.

O índice de inadimplência INAD+90d (relação entre as operações vencidas há mais de 90 dias e o saldo da carteira de crédito classificada) alcançou 2,59% em março/19, com destaque para a queda de 265 pontos base na carteira PJ e 17 pontos base na carteira de agronegócios na comparação anual. O índice de cobertura alcançou 214,0%, acima do SFN.

A despesa de PCLD Líquida, que conta com a Recuperação de Crédito, caiu 26,3% na comparação com o 1T18, alcançando R$ 3,1 bilhões no trimestre, fruto da maior recuperação no período (crescimento de 43,2%) e pela melhor qualidade na originação de crédito.

As despesas administrativas cresceram abaixo da inflação, resultando em um índice de eficiência em 12 meses de 36,9% no 1T19, melhora de 60 pontos base em relação ao 1T18.

No 1T19 as receitas com prestação de serviços cresceram 3,8% na comparação com 1T18, alcançando R$ 6,8 bilhões, com destaque para o desempenho das linhas de consórcios (+33,5%), cartão de crédito (+12,7%); seguros, previdência e capitalização (+9,1%); administração de fundos (+6,9%) e conta corrente (+5,4%).

O desempenho foi resultado da evolução da especialização do atendimento ao cliente e da transformação digital, com a oferta de produtos e serviços modernos e adequados ao perfil de cada cliente.

O índice de Basileia atingiu 19,26% em março de 2019. O índice de capital nível I chegou a 14,00%, sendo 10,53% de capital principal e o patrimônio de referência alcançou R$ 134,9 bilhões. O foco está na geração orgânica de capital, pelo crescimento do crédito em linhas com menor consumo de capital e mais atrativas sob o critério retorno versus risco.

(Redação - Investimentos e Notícias)