Lucro ajustado do Banco do Brasil é de R$ 4,4 bilhões no 2T19

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Lucro ajustado do Banco do Brasil é de R$ 4,4 bilhões no 2T19 Foto: Divulgação Lucro ajustado do Banco do Brasil é de R$ 4,4 bilhões no 2T19

O Banco do Brasil divulgou nesta quinta-feira (08) o lucro líquido ajustado do segundo trimestre de 2019, de R$ 4,4 bilhões. O valor é 36,8% maior se comparado ao segundo trimestre de 2018.

Foi distribuído R$ 1,7 bilhão em forma de juros sobre o capital próprio (JCP) no trimestre, crescimento de 78,2% na comparação com o segundo trimestre de 2018.

O resultado foi influenciado pelo crescimento do crédito para pessoas físicas e micro, pequenas e médias empresas (MPME) e pela especialização do atendimento somado ao avanço da estratégia digital com impactos positivos no desempenho das rendas de tarifas, bem como no controle das despesas e na satisfação dos clientes.

Crédito
A carteira de crédito ampliada totalizou R$ 686,6 bilhões e caiu 0,4% na comparação com junho de 2018.

A carteira Pessoa Física ampliada cresceu 7,8% em relação a junho de 2018 (+R$ 14,7 bilhões), fruto do desempenho positivo em crédito consignado (+R$ 6,0 bilhões), em empréstimo pessoal (+R$ 4,8 bilhões) e financiamento imobiliário (+R$ 2,5 bilhões).

A carteira de crédito classificada Pessoa Jurídica caiu 7,8% em relação a junho de 2018. Considerando a dinâmica das carteiras por segmentação, a principal redução ocorreu com grandes empresas (-R$ 17,0 bilhões), sendo que parte dessa queda se refere à liquidação antecipada de operações no segmento Large Corporate. No caso dos clientes MPME, aqueles com faturamento anual de até R$ 200 milhões, destaque para o crescimento na linha capital de giro (+R$ 6,9 bilhões).

O crédito rural apresentou desempenho positivo de 0,7% em relação a junho do ano passado (+R$ 1,1 bilhão), com destaque para a carteira de FCO Rural (+R$ 2,6 bilhões), Investimento Agropecuário (+R$ 2,5 bilhões) e Pronaf (+R$ 231 milhões), que compensou a queda do Pronamp (-R$ 1,1 bilhão). O BB desembolsou R$ 82,3 bilhões no Plano Safra 2018/2019, aumento de 2,4% em relação ao plano anterior.

Qualidade do Crédito
O índice de inadimplência Inad+90d (relação entre as operações vencidas há mais de 90 dias e o saldo da carteira de crédito classificada) alcançou 3,25% em junho deste ano. Ao desconsiderar o efeito de caso específico, o índice seria de 2,61%.

A despesa com provisão para crédito de liquidação duvidosa (PCLD) líquida, que considera a recuperação de crédito, aumentou 13,9% na comparação com o primeiro trimestre de 2019, impactada pela menor recuperação no período (redução de 13,4%).

Índice de Eficiência de 36,2%
Em relação ao segundo trimestre de 2018, as despesas administrativas reduziram 1,1%, resultando em um índice de eficiência em 12 meses de 36,2% no segundo trimestre deste ano, melhora de 170 bps.

Segmentação e melhor experiência do cliente incrementam receitas com prestação de serviços
As receitas com prestações de serviços e tarifas bancárias cresceram 9,5% em relação ao primeiro trimestre deste ano. Isso demonstra o sucesso da estratégia de relacionamento, a constante e crescente especialização e a inovação na oferta de produtos financeiros, alcançando R$ 7,4 bilhões, com destaque para o desempenho de rendas do mercado de capitais (+R$ 160,8 milhões), de administração de fundos (+R$ 97,9 milhões) e de seguros, previdência e capitalização (+R$ 87,9 milhões).

Índice de Basileia de 18,6%
Em junho de 2019, o índice de Basileia ficou em 18,6% e o índice de capital nível I, em 13,4%, sendo 10,01% de capital principal.

(Redação - Investimentos e Notícias)