IPO Stone atrai investidores como Warren Buffett

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Destaque IPO da Stone Foto: Divulgação IPO da Stone

Em 25 de outubro de 2018, a empresa de pagamentos Stone pediu registro para IPO na Nasdaq, bolsa de valores americana. O que é IPO? IPO é uma sigla utilizada para se referir ao termo em inglês: Initial Public Offering, que traduzido significa oferta pública inicial. É um processo no mercado financeiro em que uma empresa passa a ser de capital aberto com ações negociadas na Bolsa de Valores.

No primeiro dia, a empresa vendeu suas ações a US$ 24 e elas dispararam mais de 30%, sendo cotada a US$ 31,35. Além disso, contou com investidores fortes como: Warren Buffett e Jack Ma. A Berkshire Hathaway, empresa do bilionário Warren Buffett, adquiriu 11,3% de participação na Companhia (14.166.748 ações classe A). Já o chinês Jack Ma, dono do Alibaba, desembolsou US$ 100 milhões. No começo, a Stone levantou cerca de US$ 1,4 milhão, valor acima do esperado (US$ 1,1 bilhão).

Vale destacar que dias antes da precificação de sua IPO, a Stone enviou um documento à reguladora norte-americana Securities Exchange Commission (SEC) informando sobre um acesso não autorizado aos sistemas. Na época, a Stone declarou que os dados de usuários e informações financeiras não foram vazados, contudo, foi exposto parte do código-fonte do software proprietário da Pagar.me e da plataforma.

Ao que tudo indica, a abertura de capital servirá para financiar fusões, aquisições e outros investimentos. Ela foi a segunda empresa de pagamentos do Brasil a pedir IPO no exterior. A primeira foi a PagSeguro. Vale lembrar que a Stone ainda é negociada a cerca de 30 vezes o lucro estimado para 2019, contra 20 vezes da PagSeguro e 10 vezes da Cielo.

Nos seis primeiros meses deste ano, a Companhia obteve R$ 635,7 milhões em receitas, um crescimento de 91,6% em relação ao ano de 2017. Já no terceiro trimestre de 2018, a Companhia registrou um lucro líquido de R$ 90,4 milhões, ante o prejuízo de R$ 14,8 milhões do ano anterior.

No primeiro semestre de 2018, a Companhia possuía cerca de 200 mil clientes ativos, um crescimento de 127,5% na comparação com o primeiro semestre de 2017.

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A empresa

Fundação: 2012
Fundadores: André Street e Eduardo Pontes
Número de Clientes (2018): 200
Receita (6 primeiros meses de 2018): R$ 635,7 milhões
Lucro (3T18): R$ 90,4 milhões
Funcionários: 2.000
Concorrentes: Cielo, Getnet, PagSeguro e Rede
Valor da IPO: US$ 1,4 milhão

História da Stone

A empresa, que tem apenas seis anos de vida, foi fundada por André Street e Eduardo Pontes. Além deles, a empresa tem entre seus acionistas minoritários a empresa britânica Actis LLP, a brasileira Gávea Investimentos Ltda e a Madrone Capital Partners.

O nome Stone e a logomarca foram inspirados numa pedra, base de qualquer ferramenta humana, inclusive do dinheiro. Já a cor verde foi escolhida por ser associada à natureza, à esmeraldo e ao dinheiro.

Tudo teve início no ano de 2010, quando ocorreu a abertura do mercado e o fim da exclusividade das bandeiras. A empresa começou a sua operação em 2014, porém dois anos antes os sócios e toda a equipe já preparavam a entrada dela no marcado com a aquisição de algumas licenças de bandeiras de pagamentos. A empresa era apenas uma adquirente brasileira e independente, com abordagem inovadora e total foco nos empreendedores.

Já em 2015, a companhia anunciou a expansão da sua sede comercial no Estado de São e também com atuação em todo o Brasil. E em 2016, a Stone divulgou a aquisição da Elavon do Brasil, que naquela época possuía 2% da parcela do mercado. E após a aquisição, a empresa se tornou a quarta maior adquirente do país.

E a cada ano a empresa aparece com uma novidade. Em 2017, a Stone anunciou a aquisição da captação de um fundo de R$ 1 bilhão referente a venda de recebíveis para um fundo de investimento em direitos creditórios. Com isso, a Stone se tornou a primeira entidade não bancária a obter autorização do Banco Central do Brasil para operar como uma Instituição de Pagamentos.

Em 2018, a Stone adquiriu uma participação acionária adicional na Equals, onde já detinha uma participação minoritária significativa. Atualmente eles controlam a Equals. A empresa que começou como uma startup, hoje, é uma companhia de mais de 2.000 pessoas.

A Stone também faz parte da holding Stone Co., que possui outras empresas do ecossistema de pagamentos no Brasil:
• Stone
• Pagar.me
• Mundipagg
• Equals
• Cappta

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(Redação - Investimentos e Notícias)