IPO Brasil: Como foi 2018 para o mercado financeiro e o que esperar de 2019

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IPO Brasil Foto: Divulgação IPO Brasil

O ano de 2018 foi marcado por diversas situações consideradas importantes para o mercado financeiro. Dentre elas, está a abertura de capital na Bolsa de Valores de algumas empresas brasileiras, que deixaram de ser companhias fechadas para liberarem suas ações para investidores de todo o mundo.

O que é IPO? - sigla em inglês que refere-se à oferta pública inicial de ações – éum processo dentro do mercado financeiro
no qual uma empresa passa a ser de capital aberto e negocia pela primeira vez suas ações na Bolsa.

Este ano foram realizadas no Brasil três IPOs: a IPO da NotreDame Intermédica (GNDI3), da Hapvida (HAPV3), além da IPO do Banco Inter (BIDI4). As duas primeiras companhias são operadoras de planos de saúde e, junto com o Banco Inter, somaram US$ 1,8 bilhão em oferta.

Além desses nomes, outras duas empresas brasileiras lançaram suas ações no mercado internacional: a PagSeguro, que fez sua IPO em janeiro, e a Arco Educação, que estreou na Nasdaq - índice da Bolsa de Nova York, nos Estados Unidos.

Olhando para o período que se passou, os poucos registros de ofertas públicas se deram por conta das eleições no país. O desânimo se mostrou tão forte, que no primeiro trimestre de 2018 nenhuma companhia abriu seu capital.

As empresas aguardaram, cautelosas, os resultados da eleição presidencial antes de decidirem pela distribuição de seus papéis. Isso ocorre porque o cenário eleitoral gera insegurança nos investidores internacionais e nacionais. No entanto, segundo a EY, passado esse momento, é provável que as ofertas retomem o fôlego, o que corresponde ao próximo ano de 2019.

Além desse fator, várias outras instituições que planejavam realizar IPOs congelaram suas operações diante da piora do mercado internacional e de perspectivas enfraquecidas para a economia brasileira, que mostrou uma queda ainda mais acentuada após a greve dos caminhoneiros em maio, de acordo com informações da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3.

Entre as empresas interessadas em fazer a IPO, a Ri Happy - maior rede de lojas de brinquedos do Brasil - desistiu da captação de recursos por meio da Bolsa de Valores e encerrou seu processo na Comissão de Valores Mobiliários - CVM, que regulamenta o mercado financeiro.

Ao que tudo indica, no caso da companhia (do fundo de privateequity Carlyle), o que influenciou na tomada de decisão contrária foi o encerramento, em março, das atividades da gigante de brinquedos Toy’RUs, dos Estados Unidos, que contava com 735 lojas.

Porém, embora o caminho pareça complicado, é bom lembrar que o momento está para as empresas de tecnologia, que tomaram à frente no quesito IPO. Além delas, as indústrias e o setor de saúde também foram os segmentos que mais tiveram empresas abrindo capitais nas bolsas.

O país com maior registro de IPOs no terceiro trimestre de 2018 foram os Estados Unidos, com 47 aberturas, o equivalente a US$ 11,9 bilhões.

ipo brasil

Expectativas e o rumo do Brasil

Para 2019, as expectativas podem ser muitas. O rumo do Brasil nos próximos anos é um dos pontos que preocupa os investidores e, embora o presidente eleito, Jair Bolsonaro, tenha falado sobre a questão econômica do país e possíveis reformas na área, tudo ainda soa com bastante incerteza para o mundo dos negócios, já que tal desdobramento pode afetar consideravelmente o PIB nacional.

Entretanto, a vitória de Bolsonaro nas urnas deixou os investidores de certa forma otimistas. Após as eleições, houve uma reação positiva do mercado financeiro, mas essa euforia logo tomou outros rumos e os investidores resolveram olhar com mais cuidado para o que pode vir por aí.

O discurso fez com que muitos se empolgassem, mas Bolsonaro ainda terá que provar que o Brasil pode voltar a ser um grande trunfo para investimentos, além de corrigir o rumo das contas públicas e conseguir aprovar grandes reformas, como a da previdência, por exemplo.

De acordo com a BTG Pactual, o mercado financeiro poderá receber muitas IPOs no próximo ano com a retomada de confiança do investidor. Para o banco de investimentos, as empresas estão com seus projetos engavetados e precisarão de capital para lançarem suas contas na Bolsa. Se o mercado permitir, 2019 será um ano de muitas operações, mais do que nos anos anteriores, inclusive.

Ao que tudo indica, os investidores estão, ainda, ansiosos com a retomada das ofertas de ações que começarão em abril. As IPOs devem se intensificar a partir da clareza de um ambiente econômico positivo.

Ainda segundo a B3, 2019 reserva espaço para diversas companhias que desejam abrir seu capital. De acordo com a Bolsa de São Paulo, ao menos 30 empresas já estão prontas para IPO até o fim do ano que vem.

Até agora, as companhias com processos abertos na CVM para IPOs são a Blau Farmacêutica, o Grupo SBF– dono da marca Centauro, a Dass Nordeste Calçados e Artigos Esportivos e a JHSF Malls. Só resta saber se o próximo ano reserva bons investimentos para os brasileiros e estrangeiros.

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(Redação - Investimentos e Notícias)