IPCA fica em 0,25% no mês de março, revela IBGE

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IPCA fica em 0,25% no mês de março, revela IBGE (Foto: Divulgação) IPCA fica em 0,25% no mês de março, revela IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março variou 0,25% e ficou abaixo dos 0,33% de fevereiro em 0,08 ponto percentual (p.p.), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde 2012, quando se situou em 0,21%, não há registro de IPCA mais baixo para os meses de março.

Com este resultado, o primeiro trimestre do ano acumula 0,96%, percentual bem inferior aos 2,62% de igual período de 2016. Constitui-se no menor resultado de primeiro trimestre desde o início do Plano Real, em 1994. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice desceu ainda mais, foi para 4,57%, menos do que os 4,76% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2016 o IPCA foi 0,43%.

Com impacto de 0,15 p.p., a maior parte do índice de março ficou na conta da energia elétrica, que subiu 4,43% e levou o grupo habitação a atingir 1,18%, a mais elevada variação de grupo. O resultado do item energia elétrica reflete a cobrança da bandeira tarifária amarela no valor de R$ 2,00 a cada 100 kwh consumidos, aliada a aumentos ou reduções nas parcelas do PIS/COFINS, dependendo da região pesquisada.

No Rio de Janeiro, houve, ainda, a partir de 15 de março, reajuste de 9,81% nas tarifas de uma das concessionárias e redução de 5,19% em outra. Em Goiânia, ocorreu, também, reajuste de 35,03% na parcela da conta referente à Contribuição para Iluminação Pública – CIP. O menor resultado registrado no item energia elétrica foi 1,53% na região metropolitana de Belém, enquanto o maior, de 6,74%, ficou com o Rio de Janeiro.

Além da energia elétrica (4,43%), as despesas com habitação (1,18%) ficaram mais elevadas diante do aumento de 1,13% no preço do botijão de gás, tendo em vista reflexos do reajuste médio de 9,80% ao nível das refinarias, concedido pela Petrobrás para vigorar a partir do dia 21 de março.

Educação (0,95%), embora com a segunda maior variação de grupo, mostrou recuo significativo em relação à alta de 5,04% do mês anterior, já que ficou no IPCA de fevereiro a forte pressão dos reajustes anuais habitualmente aplicados sobre o valor das mensalidades do ano anterior. Regionalmente, Fortaleza sobressai nos resultados, com 5,34%.

Já o grupo alimentação e bebidas mostrou aceleração para 0,34% em março, ao passo que, em fevereiro, havia apresentado queda de 0,45%. Produtos importantes na mesa do consumidor, como o leite longa vida (2,60%), o café moído (1,89%) e o pão francês (0,91%), ficaram mais caros.

Por outro lado, alimentos como o feijão-preto (-9,11%), o feijão-carioca (-5,59%) e o feijão-mulatinho (-4,50%) ficaram mais baratos de um mês para o outro.

A respeito das quedas, observa-se que quatro dos nove grupos de produtos e serviços recuaram de fevereiro para março: transportes (-0,86%), comunicação (-0,63%), artigos de residência (-0,29%) e vestuário (-0,12%). Neles, o destaque foi a gasolina, do grupo transportes, cujo preço do litro ficou, em média, 2,21% mais barato. Excetuando apenas a região de Recife, onde houve aumento de 0,71%, os preços caíram em todas as regiões pesquisadas, chegando a atingir -4,01% na região metropolitana de Curitiba. Quanto ao litro do etanol, a queda foi de 5,10%, com Recife apresentando, também, aumento de preço, 1,71%. Nas demais regiões a queda ficou entre -6,46% em São Paulo e -0,78% em Campo Grande. A passagem aérea também se destacou por apresentar queda de 9,63%.

Em comunicação (-0,63%), o resultado se deve à redução nas tarifas das ligações de fixo para móvel a partir do dia 25 de fevereiro, levando o item telefone fixo a -2,24%.

Quanto aos grupos saúde e cuidados pessoais (0,69%) e despesas pessoais (0,52%), sobressaem, no primeiro, os itens plano de saúde (1,07%) e higiene pessoal (0,71%). No segundo, o item cigarro, cuja variação de 1,68% reflete reajustes ocorridos em determinadas marcas e regiões a partir dos dias 26 e 27 de fevereiro.

Na ótica dos índices regionais, o mais elevado foi o da região metropolitana de Fortaleza (0,66%), onde o item cursos regulares teve alta de 8,26%. O menor índice foi o da região metropolitana de Belo Horizonte (-0,04%), influenciado pela queda de 2,27% nos combustíveis.

(Redação – Agência IN)