IPC-3i desacelera em relação ao último trimestre 2015

  •  
IPC-3i desacelera em relação ao último trimestre 2015 Foto: Divulgação IPC-3i desacelera em relação ao último trimestre 2015

O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade, registrou no primeiro trimestre de 2016, variação de 2,72%, de acordo com informações divulgadas nesta terça-feira, 13, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Em 12 meses, o IPC-3i acumula alta de 9,60%. Com este resultado, a variação do indicador ficou acima da taxa acumulada pelo IPC-BR, que foi de 9,37%, no mesmo período.

Na passagem do quarto trimestre de 2015 para o primeiro trimestre de 2016, a taxa do IPC-3i registrou decréscimo de 0,15 ponto percentual, passando de 2,87% para 2,72%. Três das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Transportes, cuja taxa passou de 4,52% para 2,87%. O item que mais influenciou o comportamento desta classe de despesa foi gasolina, que variou 2,55%, no primeiro trimestre, ante 9,78%, no anterior.

Contribuíram também para o decréscimo da taxa do IPC-3i os grupos: Habitação (1,75% para 1,50%); e Vestuário (1,99% para 0,27%).

Para cada uma destas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: tarifa de eletricidade residencial (3,81% para -3,08%) e roupas (2,22% para 0,30%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos: Despesas Diversas (0,49% para 3,87%), Educação, Leitura e Recreação (2,51% para 3,63%), Saúde e Cuidados Pessoais (1,95% para 2,03%) e Comunicação (1,08% para 2,01%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Os itens que contribuíram para este movimento foram: cigarros (0,01% para 8,08%), cursos formais (0,00% para 9,41%), plano e seguro de saúde (3,09% para 3,15%) e mensalidade para TV por assinatura (1,38% para 5,23%), nesta ordem.

O grupo Alimentação repetiu a taxa de variação registrada no último trimestre, 5,37%. As principais influências em sentido ascendente e descendente partiram dos itens: frutas (12,63% para 16,60%) e hortaliças e legumes (20,81% para 17,38%), respectivamente.

(Redação - Agência IN)