Investidores não acreditam que o Brasil superou a crise

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Investidores não acreditam que o Brasil superou a crise (Foto: Divulgação) Investidores não acreditam que o Brasil superou a crise

O Produto Interno Bruto (PIB) representa em valores monetários, a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em uma determinada região durante um período de tempo. Ele é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia, tendo como foco, quantificar a atividade econômica. Os fatores que mais influenciam na expansão do PIB são: consumo privado, investimentos privados, gastos públicos e balança comercial. Apesar da previsão do Banco Central indicar que em 2017 o Brasil crescerá 0,7%, a maioria dos investidores ainda não acredita que o país superou a crise.

“Isso comprova que mesmo os números começando a mostrar sinais de recuperação, os investidores brasileiros ainda estão observando o que irá acontecer”, explica Pedro Paulo Silveira, Economista-chefe da Nova Futura Investimentos

Além do crescimento do PIB, dados divulgados pela Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) apontaram a taxa de desemprego no país em 12,4% no terceiro trimestre de 2017, resultando na menor do ano. Trata-se de uma queda de 3,9% em relação aos três meses anteriores. Porém, ainda com essa leve melhora no atual quadro econômico, os investidores se mantem cautelosos na hora de investir. Em uma pesquisa elaborada pela Nova Futura Investimentos, com 100 investidores, 61% dos entrevistados afirmam não acreditar que o país já tenha superado a crise e que a economia voltará a crescer. 

“Foi a mais longa crise que o país viveu. Isso faz com que muitos investidores que sofreram nos últimos anos ainda sejam receosos com a possível melhora do cenário. Sem dúvida esta falta de perspectiva prejudica a retomada do crescimento, que poderia ser mais acelerada”, revela Pedro Paulo Silveira.

Tratando-se do Ibovespa, o principal indicador de desempenho das ações negociadas na Bovespa, esse ano ultrapassou 78 mil pontos atingindo sua maior pontuação histórica, deixando o mercado mais otimista e consequentemente, o investidor estrangeiro. Mas, mesmo com as altas da Bolsa 64% dos entrevistados afirmam não terem alterado o volume de suas negociações. “Isso comprova que mesmo os números começando a mostrar sinais de recuperação, os investidores brasileiros ainda estão observando o que irá acontecer”, finaliza Silveira.

(Redação – Investimentos e Notícias)