Índice Nacional da Construção Civil varia 0,58% em julho/2017

Índice Nacional da Construção Civil varia 0,58 em julho (Foto: Divulgação) Índice Nacional da Construção Civil varia 0,58 em julho

O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) apresentou variação de 0,58% em julho, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa foi a maior taxa do ano de 2017, situando-se 0,20 ponto percentual acima dos 0,38% de junho. Os últimos doze meses ficaram em 4,25%, resultado acima dos 3,86% registrados nos doze meses imediatamente anteriores. Em julho de 2016 o índice foi 0,20%.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em junho fechou em R$ 1.046,68, em julho subiu para R$ 1.052,75, sendo R$ 537,78 relativos aos materiais e R$ 514,97 à mão de obra.

O segundo semestre do ano inicia com alta na parcela dos materiais (0,28%), diferente de julho de 2016, quando eles apresentaram taxa negativa (-0,11%). Em relação ao mês anterior, a parcela dos materiais apresentou aumento de 0,27%, frente à estabilidade do mês de junho (0,01%). Já a parcela da mão de obra, com diversos estados apresentando reajuste salarial, subiu para 0,90%, taxa superior à do mês anterior, que foi de 0,78%. De janeiro a julho, os acumulados são 1,25% (materiais) e 3,82% (mão de obra), sendo que em doze meses ficaram em 1,86% (materiais) e 6,91% (mão de obra).

Devido à variação captada na mão de obra nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul, consequência de reajuste salarial de acordo coletivo, a Região Sul apresentou a maior variação regional em julho (1,33%). Já a região Norte ficou com a menor variação (-0,18%), apresentando taxas negativas para as parcelas de materiais e mão de obra: -0,29% e -0,05%, respectivamente. Nas demais regiões os resultados foram: 0,12% (Nordeste), 0,92% (Sudeste) e 0,23% (Centro-Oeste).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.053,04 (Norte); R$ 973,50 (Nordeste); R$ 1.103,17 (Sudeste); R$ 1.097,55 (Sul) e R$ 1.053,77 (Centro-Oeste).

O Rio de Janeiro, com 3,03%, foi o estado com a mais elevada variação mensal, decorrente tanto pela parcela da mão de obra (4,47%), consequência de reajustes salariais por acordo coletivo, como também pela parcela dos materiais (1,41%). A seguir veio Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul com 2,14% e 1,85%, respectivamente, ambos também sob impacto de reajuste definido na convenção coletiva. Paraná, Alagoas, Tocantins, Espírito Santo e Maranhão também apresentaram alterações salariais previstas nas convenções coletivas.

(Redação – Agência IN)