Índice de expansão do comércio marca 99,4 pontos em novembro

Índice de expansão do comércio marca 99,4 pontos em novembro (Foto: Divulgação) Índice de expansão do comércio marca 99,4 pontos em novembro

O comércio da cidade de São Paulo vem mostrando aumento gradativo em sua propensão a investir, seja contratando empregados, seja adquirindo equipamentos, reformando ou abrindo novas lojas. É o que mostra o Índice de Expansão do Comércio (IEC) do mês de novembro, que registrou 99,4 pontos, crescimento de 1% em relação ao mês anterior. Trata-se da quinta alta consecutiva e a maior pontuação desde janeiro de 2015 (100,3 pontos). Na comparação com o mesmo período de 2016, o indicador cresceu 14,5%.

A pesquisa é realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). 

O Nível de investimento das empresas (um dos componentes da pesquisa e que sinaliza se o empresário está ou não disposto a investir em novas instalações ou equipamentos) aumentou 3,2% em relação a outubro, ao passar de 76,2 para 78,7 pontos. Na comparação anual, houve forte aumento de 24,3%.

O subíndice Expectativas para contratação de funcionários (outro componente do IEC) apontou leve queda de 0,4% na comparação com outubro e atingiu 120,1 pontos, ante os 120,6 pontos no mês anterior. Na comparação com novembro do ano passado, a variação foi positiva em 8,8%. Apesar da leve queda, o emprego foi o primeiro item a se recuperar no varejo, uma boa informação diante da necessidade que o Brasil enfrenta de criar vagas de trabalho.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, o varejo continua a ser a porta de entrada do mercado de trabalho para muitas pessoas e, além da recuperação do emprego, os novos investimentos esperados para 2018 devem recolocar a economia nos trilhos e acelerar as taxas de crescimento tanto do consumo, quanto de investimento geral e PIB.

De acordo com a Federação, a tendência de recuperação da confiança dos empresários do varejo reforça a intenção de se investir, o que deve ganhar ainda mais corpo no próximo ano. Por enquanto, a tendência é contratar mais do que ampliar a capacidade física da empresa. Essa realidade deve ser a tônica de 2018, mas pode se inverter ao longo do ano, caso haja surpresas ou mudanças de rumo da política econômica e suas perspectivas, a partir das eleições.

(Redação – Agência IN)