Índice de estoques do comércio varejista paulistano sobe

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Índice de estoques do comércio varejista paulistano sobe (Foto: Pexels) Índice de estoques do comércio varejista paulistano sobe

O Índice de Estoques (IE) do comércio varejista paulistano subiu pelo segundo mês consecutivo, ao passar de 109 pontos em outubro para 114,3 pontos em novembro, alta de 4,8%. Em relação ao mesmo período do ano passado, o IE registrou alta de 8,8%.

Os dados são levantados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e captam a percepção dos varejistas sobre o volume de mercadorias estocadas nas lojas, variando de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total). A marca dos cem pontos é o limite entre inadequação e adequação.

De acordo com a assessoria econômica da Entidade, o saldo dos indicadores qualitativos aponta uma onda positiva de atitudes tanto de consumidores quanto de empresários. Como a FecomercioSP vinha alertando ao longo dos últimos meses, dificilmente investidores e consumidores assumiriam posturas ousadas diante de muitas dúvidas e incertezas políticas e econômicas. A redução da proporção de empresários que vê seus estoques como excessivos foi o que puxou o crescimento da adequação, enquanto que a proporção de quem viu estoques baixos praticamente se manteve estável.

Em novembro, 56,9% dos empresários consideraram seus estoques adequados, alta de 2,6 pontos porcentuais (p.p.) em relação ao mês anterior. A proporção de comerciantes que declararam ter excesso de mercadorias nas prateleiras caiu 2,4 pontos porcentuais (30,7%). Já os que consideram ter estoques baixos teve leve recuo de 0,2 ponto porcentual (12%).

Para a Federação, os números melhoraram, contudo, o ideal seria uma média de 60% de adaptação do período pré-crise e que apenas 25% dos empresários estivessem com os estoques acima do adequado.

Ainda de acordo com a Entidade, o ambiente de negócios está se pacificando e deve melhorar neste ano com a proximidade do Natal, ótima época para o varejo. Assim, o indicador tende a dar bons sinais, após andar de lado por alguns meses. Além disso, a economia do País precisa retomar o crescimento, gerando empregos, o que amplia o consumo das famílias e o mercado de crédito. Entretanto, restam focos de dúvidas: a formação e anúncio da equipe do novo governo e, finalmente, a posse e o encaminhamento de reformas e medidas.

(Redação – Investimentos e Notícias)