Índice de Confiança do Empresário do Comércio cai em julho

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Índice de Confiança do Empresário do Comércio cai em julho (Foto: Pexels) Índice de Confiança do Empresário do Comércio cai em julho

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) na cidade de São Paulo registrou queda pelo quarto mês consecutivo, de 6,6%, passando de 109,3 pontos em junho para 102,2 pontos em julho. Essa foi a maior variação negativa mensal apontada desde junho de 2013, quando houve retração de 9,4%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o índice caiu 1,8%, algo que não ocorria desde maio de 2016.

Apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o ICEC varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total).

Na análise por porte, tanto as pequenas empresas quanto as grandes apresentaram queda no índice neste mês. No ICEC das empresas com até 50 empregados, houve baixa de 6,7%, ao passar de 108,9 pontos em junho para 101,7 pontos em julho. Para as empresas de grande porte, a confiança retraiu 3,5%, passando de 127,1 pontos para os 122,6 pontos atuais.

Indicadores

Os três quesitos que compõem o indicador apresentaram retração na passagem de junho para julho. O Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) registrou a maior baixa mensal (11,9%), passando de 85,3 pontos para 75,2 pontos em julho. No comparativo anual, o recuo foi de 2,7%.

O Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC) atingiu 140,7 pontos ante os 148,9 pontos do mês de junho, quedas mensal de 5,5% e anual de 3,5%. O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) passou de 93,7 pontos em junho para os atuais 90,5 pontos, redução de 3,4%, porém, no contraponto anual, foi o único quesito que obteve crescimento (1,8%).

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, a queda do indicador reflete o momento de instabilidade do País. A lenta melhora na taxa de desemprego, a alta do dólar, as incertezas políticas e a baixa confiança dos consumidores abalaram a confiança do empresário. Esse período de instabilidade deve continuar pelo menos até a definição eleitoral, em outubro.

Diante disso, os empresários devem adotar uma linha de cautela em suas ações e decisões, priorizando austeridade em suas operações e evitando o endividamento e os altos estoques.

(Redação – Investimentos e Notícias)