Índice de Confiança de Serviços registra alta, aponta FGV

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Índice de Confiança de Serviços registra alta, aponta FGV Foto: Divulgação Índice de Confiança de Serviços registra alta, aponta FGV

De acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira, 27, pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 0,7 ponto entre janeiro e fevereiro, ao passar de 69,5 para 68,8 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice registrou alta de 0,6 ponto.

“Os sinais de uma relativa melhora na percepção das empresas registrados no início do ano não se confirmaram em fevereiro. O ambiente econômico permanece marcado por uma demanda em queda, encolhimento do mercado de trabalho e piora nas condições de crédito. Nesse contexto, as avaliações voltam a se deteriorar e o indicador de ímpeto de contratações para os próximos meses prossegue em queda”, avalia Silvio Sales, consultor da FGV/IBRE.

Em fevereiro, a queda do ICS ocorreu em 9 de 13 atividades e foi determinada tanto pelas avaliações sobre o momento presente quanto pelas expectativas em relação aos meses seguintes . O Índice de Situação Atual (ISA-S) recuou 0,6 ponto, após subir 2,5 pontos em janeiro; e o Índice de Expectativas (IE-S) recuou 0,7 ponto, após subir 0,7 ponto no mês anterior.

A queda do ISA-S entre janeiro e fevereiro foi motivada pela piora de seus dois componentes, com maior contribuição do indicador de nível de Volume de Demanda Atual, que recuou -0,7 ponto. Já aqueda do IE-S foi determinada pela retração em 1,4 ponto do indicador que mede o grau de otimismo em relação à evolução da Situação dos negócios nos seis meses seguintes.

Em fevereiro de 2016, o indicador que avalia o grau de facilidade para obtenção de Crédito pelas empresas ficou em 59,8 pontos, alcançando o valor mínimo da série histórica iniciada em junho de 2008. A proporção de empresas que consideram “fácil” a obtenção de crédito no momento ficou em 8,5%, enquanto a parcela das que a consideram “difícil” alcançou 30,5%. Em fevereiro do ano passado, essas proporções haviam sido de 10,7% e 18,4%, respectivamente.

(Redação - Agência IN)