Indicador de custo do crédito recua em maio

Indicador de custo do crédito recua em maio (Foto: Divulgação) Indicador de custo do crédito recua em maio

O Indicador de Custo do Crédito (ICC), que apura o custo médio de todas as operações de crédito ativas, recuou pelo terceiro mês consecutivo, alcançando 22,3% em maio (-0,5 p.p. no mês e -0,4 p.p. em doze meses), segundo dados do Banco Central (BC). No mês, o indicador para o crédito livre registrou queda de 0,9 p.p, situando-se em 37,5%, com reduções de 1,7 p.p para pessoas físicas (49,4%) e de 0,6 p.p. para pessoas jurídicas (24,8%). No crédito direcionado, o ICC permaneceu em 8,9%.

A taxa média de juros das operações de crédito do sistema financeiro, consideradas as operações com recursos livres e direcionados, recuou 1 p.p. no mês, situando-se em 29,2% a.a. em maio (-3,5 p.p. em doze meses). A taxa média no crédito livre diminuiu 2,5 p.p. no mês, alcançando 46,8% a.a., enquanto no direcionado, situou-se em 10,2% a.a., com alta de 0,4 p.p.

A taxa média de juros do crédito a pessoas físicas manteve trajetória de queda, atingindo 36,9% a.a. (-1,9 p.p. no mês e -5,3 p.p. em doze meses). No segmento livre, a taxa decresceu 4,5 p.p. no mês, para 63,8% a.a., destacando-se a queda de 50,2 p.p. no cartão de crédito rotativo regular (297,7% a.a. para 247,5% a.a.). No segmento direcionado, a taxa de juros aumentou 0,7 p.p., atingindo 9,7% a.a., destacando-se a elevação de 0,9 p.p. em financiamentos imobiliários.

Consideradas taxas de juros mensais, o recuo observado no cartão de crédito rotativo regular correspondeu à redução de 12,2% a.m. para 10,9% a.m. No cartão parcelado, a taxa recuou de 8,4% a.m. para 8,3% a.m. A taxa de juros do cheque especial, outra modalidade de crédito rotativo a pessoas físicas, diminuiu de 12,9% a.m. para 12,8% a.m.

No segmento corporativo, a taxa média de juros atingiu 19% a.a. (-0,2 p.p. no mês e -2,6 p.p. em doze meses). No crédito livre, a taxa manteve trajetória de queda, disseminada por diversas modalidades, situando-se em 25,9% a.a. (-0,4 p.p. no mês). No direcionado, a taxa média atingiu 11,1% a.a. (+0,1 p.p.).

O spread médio das contratações com recursos livres e direcionados situou-se em 21,2 p.p. (-1,1 p.p. no mês e -1,6 p.p. em doze meses), refletindo redução de 2,4 p.p. no crédito livre (36,9 p.p.) e elevação de 0,1 p.p. no direcionado (4,2 p.p.). No segmento de pessoas físicas, o spread registrou redução de -2,2 p.p. no mês, para 28,8 p.p., enquanto créditos às empresas, declinou 0,1 p.p., para 11,1 p.p.

A taxa de inadimplência, correspondente à participação dos saldos com atrasos superiores a noventa dias, atingiu 4% em maio (+0,1 p.p. no mês e +0,3 p.p. em doze meses). No crédito às famílias, a taxa alcançou 4,1% (+0,1 p.p. no mês e -0,2 p.p. em doze meses) e, no segmento corporativo, 4% (+0,2 p.p. e +0,8 p.p.). No crédito livre, a inadimplência aumentou 0,2 p.p. no mês, alcançando 5,9%, enquanto, no direcionado, permaneceu estável em 2,2%.

(Redação – Agência IN)