Indicador Coincidente de Desemprego registra maior alta desde novembro de 2005

Indicador Coincidente de Desemprego registra maior alta desde novembro de 2005 Foto: Divulgação Indicador Coincidente de Desemprego registra maior alta desde novembro de 2005

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), da Fundação Getulio Vargas, recuou 3,1 pontos, em dezembro, alcançando 90,0 pontos. Na métrica de média móveis trimestrais, o indicador recuou 1,2 ponto, a primeira queda desde outubro de 2015 (-0,2 ponto).

Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) subiu 0,6 ponto, para 103,6 pontos, recorde da série iniciada em novembro de 2005.

“Os Indicadores de Mercado de Trabalho refletem mais uma vez a piora na percepção da situação da economia no país. O IAEmp apresenta retração pelo segundo mês seguido devido à redução do entusiasmo quanto a uma recuperação mais célere da economia brasileira tanto por parte do empresariado quanto pelos consumidores. Ao mesmo tempo, a forte elevação do ICD reflete a elevação das taxas de desemprego observadas e a maior dificuldade de se conseguir emprego na situação atual do país. ”, afirma Fernando de Holanda Barbosa Filho, Economista da FGV/IBRE.

Destaques do IAEmp e ICD
Os componentes que mais contribuíram para a queda do IAEmp foram os indicadores que medem o ímpeto de contratações nos próximos três meses, na Sondagem da Indústria, e a expectativa dos consumidores de encontrar emprego, na Sondagem do Consumidor, com variações de -6,8 e -6,5 pontos, respectivamente.

Em relação ao ICD, a classe de renda do consumidor que mais contribuiu para a alta do indicador foi o grupo dos consumidores que auferem renda mensal familiar entre R$ 4.800,00 e R$ 9.600,00, cujo Indicador de percepção de facilidade de se conseguir emprego (invertido) variou 3,3 pontos.

(Redação - Agência IN)