Indicador Antecedente Composto da Economia sobe em março

Indicador Antecedente Composto da Economia sobe em março Foto: Divulgação Indicador Antecedente Composto da Economia sobe em março

O Indicador Antecedente Composto da Economia(IACE) para o Brasil, divulgado nesta terça-feira, 19, pelo FGV/IBRE e pelo The Conference Board (TCB), avançou 0,8% em março, alcançando 90,4 pontos (2010 = 100). Esse resultado segue-se a uma alta de 0,2%, em fevereiro, e um recuo de 0.3% em janeiro. 

Das oito variáveis que integram o indicador, quatro contribuíram majoritariamente para a alta no mês: o Índice de Produção Industrial de Bens de Consumo Duráveis; o Índice de ações Ibovespa; o Índice de Termos de Troca; e a taxa de juros de SWAP de 360 dias (invertida).

O Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE) do Brasil, também elaborado em parceria entre o FGV/IBRE e o TCB, que reflete as condições atuais da economia, apresentou suave alta ao variar 0,1% em março, atingindo 98,3 pontos (2010 = 100). O resultado sucede duas quedas consecutivas: 0,5%, em fevereiro, e 0,4%, em janeiro. Quatro dos seis componentes contribuíram positivamente para o indicador em março.

“O ambiente político continua condicionando as expectativas, tendo os desdobramentos de março contribuído para um crescimento do IACE”, afirma Paulo Picchetti, Economista do FGV/IBRE. “Entretanto, as incertezas sobre os vários cenários possíveis após a conclusão do processo de impedimento da presidente ainda não permitem antecipar uma reversão efetiva do ciclo econômico durante os próximos meses”, acrescenta Picchetti.

O Indicador Antecedente Composto da Economia agrega oito componentes econômicos que medem a atividade econômica no Brasil. Cada um deles vem se mostrando individualmente eficiente em antecipar tendências econômicas. A agregação dos indicadores individuais em um índice composto filtra os chamados “ruídos”, colaborando para que a tendência econômica efetiva seja revelada.

(Redação - Agência IN)