IFECAP apresenta retração após 11 meses seguidos de crescimento

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IFECAP apresenta retração após 11 meses seguidos de crescimento Foto: Divulgação IFECAP apresenta retração após 11 meses seguidos de crescimento

O Índice de Expectativas nos Negócios elaborado pela FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado) – registrou 101,88 pontos na série com ajuste sazonal de março de 2017, queda de 6,8% em comparação ao mês anterior. No entanto, em relação ao mesmo período do ano anterior, o IFECAP subiu 41,4%.

“Esta é a primeira queda após 11 meses seguidos de crescimento, sobretudo após o expressivo aumento da pontuação de fevereiro se comparado a janeiro deste ano. Isto é consequência da queda dos índices Momento Atual e Futuro, que baixaram 10,5% e 2,7%, respectivamente, em relação ao mês anterior”, avalia o professor de Economia Erivaldo Costa Vieira, Coordenador do NECON – Núcleo de Conjuntura Econômica da FECAP.

O Índice-Momento Atual, por sua vez, apresentou 86,61 pontos, o que significa pessimismo dos empresários no que diz respeito aos seus negócios. Este indicador, que também apresentava crescimento, teve redução em comparação a fevereiro de 2016, mas subiu 24% em relação a março de 2016. Esta retração é resultado das expressivas – e praticamente generalizadas – reduções dos indicadores IFECAP referentes ao momento atual, destacando o Índice-Momento Atual das vendas, que apresentou variação negativa de 13,1%.

O Índice-Futuro apresentou a redução em relação ao mês anterior também devido às quedas dos indicadores futuros do IFECAP, impulsionado pela forte diminuição das perspectivas futuras de Encomendas, de 4,7%. Entretanto, ainda apresenta melhora em relação ao mesmo período do ano passado, com o maior salto dentre os outros índices, subindo 65,8%. Isto significa que, apesar das expectativas de 2017 em relação aos próximos três meses serem bem maiores do que em 2016, estão desaquecendo neste ano.

O Índice Geral por porte mostra que as grandes empresas possuem maiores esperanças de melhora, variando positivamente em 18% em relação ao mês passado, porém mais de 10% menor do que apresentado em fevereiro quando comparado a janeiro. As microempresas reduziram suas perspectivas em 4,2%, bem como as pequenas e médias empresas, baixando 11,7% e 8,3%, respectivamente.

A decomposição do índice por regiões aponta uma queda maior da confiança dos empresários da capital, reduzindo de 10% em ao mês anterior, enquanto que a confiança dos empresários do interior do estado de São Paulo reduziu para 7%.

(Redação - Agência IN)