Fusões e aquisições somam R$ 108,6 bilhões no 1S19

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Fusões e aquisições somam R$ 108,6 bilhões no primeiro semestre de 2019 Foto: Divulgação Fusões e aquisições somam R$ 108,6 bilhões no primeiro semestre de 2019

A ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) anunciou nesta quinta-feira, 24, o relatório com o volume de fusões e aquisições no primeiro semestre de 2019. Segundo a Associação, os anúncios de fusões e aquisições, incluindo aquisições de controle, incorporações e vendas de participações minoritárias, somaram R$ 108,6 bilhões no período, representando um volume 20% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, R$ 90,6 bilhões.

O destaque, de acordo com a entidade, ficou com as operações que movimentaram mais de R$ 1 bilhão, cuja participação foi recorde da série histórica da ANBIMA, que se iniciou em 2009.

Do total, 36,3% das transações foram superiores a esse valor, sendo que 5,5% passaram de R$ 10 bilhões.

Segundo os dados, a venda da TAG (Transportadora Associada de Gás) pela Petrobras, por R$ 34,2 bilhões, a aquisição da Avon pela Natura, por R$ 14,9 bilhões, e o acordo entre a Petronas e a Petrobras no Campo Tartaruga Verde, por R$ 10,3 bilhões, lideraram as frentes das negociações. Ou seja, a alta no volume em 2019 foi influenciada pelo tamanho maior das transações realizadas, sendo que os dez maiores anúncios representaram 78% do montante total.

O setor de petróleo e gás concentrou a maior parte do volume movimentado no primeiro semestre (44,6%). Cinco operações no segmento somaram R$ 48,4 bilhões. Na sequência, aparece comércio atacadista e varejista, com fatia de 14% (R$ 15,2 bilhões e quatro operações). Já os setores de transporte e logística e de TI e telecomunicações ficaram com a terceira e a quarta colocação, respectivamente, com R$ 8,1 bilhões em cinco negócios e R$ 7,9 bilhões e seis transações.

A aquisição de controle segue como a principal finalidade dos negócios, movimentando R$ 102,7 bilhões, seguida pela participação minoritária, com R$ 5,9 bilhões. No primeiro semestre do ano passado, a proporção foi similar, com R$ 86,9 bilhões em aquisição de controle e R$ 3,7 bilhões em participação minoritária.

(Redação - Investimentos e Notícias)