Fitch rebaixa nota do Brasil para 'BBB-'

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Fitch rebaixa nota do Brasil para 'BBB-' (Foto: Divulgação) Fitch rebaixa nota do Brasil para 'BBB-'

A Fitch anunciou nesta quinta-feira, 15, o rebaixamento do rating do Brasil para BBB-. De acordo com a agência, isso reflete o peso da dívida do governo do Brasil, os desafios para a consolidação orçamental e um crescimento econômico que só piora. 

Segundo a Fitch, o ambiente político difícil dificulta o progresso na agenda legislativa do governo e criando um ciclo de feedback negativo para a economia mais ampla. A perspectiva negativa reflete a visão da Fitch de um mau desempenho econômico e fiscal.

A Fitch atualmente projeta-se que o déficit das administrações públicas irá deteriorar-se para perto de 9% do PIB em 2015, devido aos pagamentos de juros mais elevados, refletindo em parte as perdas em swaps cambiais oferecidos pelo banco central. A Fitch prevê um saldo primário em 2016 e um excedente de 0,5% do PIB em 2017, apesar de persistirem riscos descendentes para as previsões. Como resultado, a Fitch prevê fardo da dívida pública do Brasil para chegar perto de 70% do PIB em 2016 (muito acima da média 'BBB' de 43%) e continuará a aumentar em 2017.

De acordo a agência, uma recessão mais profunda e destruição líquida de emprego, redução da popularidade da presidente Dilma Rousseff, tensões entre o governo e o Congresso, expandir o alcance das investigações e dos riscos de impeachment presidencial Petrobras está nublando o ambiente político e criando desafios de governabilidade e da incerteza política. 

A desvalorização do real e a crise econômica têm ajudado a reduzir o déficit em conta corrente em 29% em termos de dólares de janeiro a agosto em comparação com um ano atrás. Este ajuste é importante, dada a probabilidade de entrada de capitais mais fracos durante o período de previsão. 

Segundo a Fitch, o Brasil mostrou alguma capacidade de corrigir o curso em condições econômicas difíceis, evidente a partir dos ajustes de preços relativos, o aperto da política monetária e controlando de estímulo fiscal, embora a implementação de políticas para fortalecer as perspectivas para as finanças públicas tem sofrido.

(Redação – Agência IN)