Faturamento da indústria cresce em março

Faturamento da indústria cresce em março (Foto: Divulgação) Faturamento da indústria cresce em março

Os dados de março dos Indicadores Industriais mostram aumento do faturamento industrial, da massa salarial e do rendimento, além de queda da ociosidade do parque industrial, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Por outro lado, revelam novo recuo do emprego e das horas trabalhadas na produção. Com isso, manteve-se a dinâmica observada nos últimos meses: os dados da indústria alternam variações positivas e negativas, sem caracterizar ainda uma tendência de retomada da atividade.

A comparação dos indicadores do primeiro trimestre de 2017 com o mesmo período de 2016 segue registrando queda significativa tanto dos índices de atividade como dos relacionados ao mercado de trabalho. Com relação à tendência recente, contudo, o faturamento mostra um desempenho mais favorável. Nos últimos cinco meses foram registradas três variações positivas na comparação mensal, acumulando crescimento de 5,5% nesse período.

Com isso, o faturamento industrial cresceu 2,4% em março, na série livre de efeitos sazonais. Com esse crescimento, o terceiro dos últimos cinco meses e o segundo superior a 2%, o faturamento acumula alta de 5,5% no período. Quando se compara os primeiros trimestres de 2017 e 2016, o faturamento ainda recua 6,7%.

O emprego voltou a mostrar tendência de queda. Após aumento de apenas 0,1% em dezembro, o emprego voltou a cair nos três meses seguintes. Considerando a série livre de efeitos sazonais, o emprego industrial recuou 0,2% em março na comparação com o mês anterior, acumulando queda de 0,7% no ano. Ao se comparar os primeiros trimestres de 2017 e 2016, a queda alcança 4,4%.

As horas trabalhadas recuaram pelo terceiro mês consecutivo. Com a queda de 0,7% em março na série livre de efeitos sazonais, as horas trabalhadas acumularam queda de 1,9% em 2017. Na comparação entre os primeiros trimestres de 2017 e 2016, as horas trabalhadas recuaram 3,3%.

A massa salarial aumentou 0,4% em março na série dessazonalizada. O crescimento interrompe sequência de cinco meses de queda, período no qual a massa salarial recuou 6,8%. A massa salarial do primeiro trimestre de 2017 é 5,6% inferior à registrada em 2016.

Assim como a massa salarial, o rendimento médio real cresceu em março pela primeira vez em cinco meses. O crescimento, na passagem de fevereiro para março, foi de 1,2% na série dessazonalizada e reverte parcialmente o recuo de 2,7% acumulada nos cinco meses anteriores. O rendimento real registra queda de 1,2% na comparação entre os primeiros trimestres de 2017 e 2016.

A utilização da capacidade instalada, em termos dessazonalizados, ficou em 77,1% em março. Trata-se de aumento de 0,4 ponto percentual frente ao indicador de fevereiro. A utilização média do primeiro trimestre de 2017 é 0,7 ponto percentual inferior à registrada em igual período de 2016.

(Redação – Agência IN)