Empresas brasileiras gastam 11% da receita com logística

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Uma pesquisa da Fundação Dom Cabral revela que os gastos com a logística absorvem, em média, 11% do faturamento das empresas no Brasil Foto: Divulgação Uma pesquisa da Fundação Dom Cabral revela que os gastos com a logística absorvem, em média, 11% do faturamento das empresas no Brasil

Uma pesquisa da Fundação Dom Cabral revela que os gastos com a logística absorvem, em média, 11% do faturamento das empresas no Brasil, número superior ao de países como Estados Unidos (8,5%) e China (10%). Entre as companhias participantes do estudo, 82% delas usam predominantemente as rodovias para transportar suas mercadorias.

Entre os principais fatores para a alta dos gastos com a logística estão a falta de infraestrutura dos modais, a pesada carga tributária e a elevada burocracia do sistema. A Prosperity Consulting (www.prosperity.com.br), empresa de consultoria nas áreas de logística integrada e cadeia de suprimentos (Supply Chain), fez um cálculo dos prejuízos causados pelos atrasos em um, das centenas de postos fiscais estaduais espalhados pelo país, o do Fisco baiano, localizado na BR-116, em Vitória da Conquista, perto da divisa com Minas Gerais.

Pelo posto fiscal baiano passam mais de 33 mil caminhões por mês e cada um deles fica, em média, mais de 48 horas parado para fiscalização. “Daria para cortar um dia de viagem de cada veículo de carga que faz o trajeto”, explica Rogério Torchio, diretor da Prosperity Consulting. Para as transportadoras, essa espera pode custar R$ 300 milhões por ano, ou R$ 760 ao dia por veículo. No cálculo estão incluídos o salário dos motoristas e a receita que se deixa de ter com os veículos parados.

O modal rodoviário é o mais utilizado no transporte de produtos, totalizando cerca de 60% das operações em todo o país. Por isso mesmo, uma melhoria nas condições das rodovias, bem como uma melhor estruturação dos postos fiscais são fundamentais para a redução dos custos logísticos, como aponta Torchio. “As empresas poderiam aumentar seus lucros, e o Brasil colocar-se em uma rota crescente de desenvolvimento”, argumenta o diretor da Prosperity Consulting.

(Redação- Agência IN)