Dificuldades com pagamento têm impacto negativo nos lucros com o Mundial

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Um dos problemas enfrentados pelo turista é a falta de ambientes seguros Divulgação Um dos problemas enfrentados pelo turista é a falta de ambientes seguros

Para os turistas que vieram acompanhar os jogos do Mundial no Brasil, um dos principais entraves enfrentados por eles está relacionado à compra de passagens para se deslocarem entre os locais das partidas. Dentre algumas dificuldades comuns sofridas pelos estrangeiros estão: problemas com cartões emitidos em outros países e que não são aceitos no Brasil, exigência de documentos brasileiros para efetuar a compra, problemas na tradução, além da falta de ambientes seguros.

De acordo com informações divulgadas pelo Ministério do Turismo, a projeção é de que os 3,7 milhões de turistas movimentem R$ 6,7 milhões durante a Copa. Vários setores, como o de transportes, tiveram um impacto positivo com a chegada dos estrangeiros. Só no caso deste segmento, a injeção no PIB é de R$ 3 bilhões.
Para a player em pagamentos multicanal Adyen, alguns entraves podem gerar às empresas diminuição nas suas receitas, fazendo com que estas não consigam aproveitar de forma adequada a oportunidade que a ocasião oferece.
Um dos problemas é na hora de o estrangeiro arcar com o transporte até os locais dos jogos. Segundo o Vice-Presidente Sênior da Adyen, Jean Christian, as dificuldades com cartões emitidos em outros países representam uma situação bastante comum, já que, em muitos casos, cartões internacionais são negados por adquirentes locais. O custo de cada transação no exterior é, muitas vezes, mais baixo que no Brasil. Outro impasse se dá na questão da exigência de RG e CPF, bem como falhas de tradução, e a falta de um ambiente seguro para que os turistas insiram os dados do cartão.
Após o Mundial, a chegada de estrangeiros ainda pode representar um aumento que oscila de 5% a 10%. Portanto, preparar-se para evitar possíveis reclamações é uma forma de garantir não somente resultados positivos dentro do contexto da Copa, como também à longo prazo.

(Redação- Agência IN)