Custo de Vida sobe em São Paulo, aponta Dieese

Custo de Vida sobe em São Paulo, aponta Dieese Foto: Divulgação Custo de Vida sobe em São Paulo, aponta Dieese

O Índice do Custo de Vida do município de São Paulo variou 0,15%, entre outubro e novembro, segundo cálculo do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). No ano, a variação acumulada foi de 2,16%; e de dezembro de 2016 a novembro de 2017, foi de 2,29%.

Em novembro, as taxas por estrato de renda1 foram de -0,03% para o mais baixo ou estrato 1; de 0,08%, para o estrato 2 e, de 0,27%, para o estrato 3. Entre janeiro e novembro de 2017, as variações foram: estrato 1, 1,57%; estrato 2, 1,70%; e, estrato 3, 2,57%. E em 12 meses, o 1º estrato, variou 1,42%; o 2º estrato, 1,75%; e, o 3º estrato, 2,82%.

Os grupos Saúde (1,34%), Transporte (1,04%), Recreação (0,51%), Educação e Leitura (0,05%) e Despesas Diversas (0,03%)registraram taxas positivas. Os recuos ocorreram nos grupos Vestuário (-1,23%), Equipamento Doméstico (-1,04%), Habitação (-0,30%), Alimentação (-0,29%) e Despesas Pessoais (-0,04%).

A contribuição conjunta dos grupos Saúde (1,34%), Transporte (1,04%), Habitação (-0,30%) e Alimentação (-0,29%) foi de 0,19 ponto percentual (p.p.) para a taxa geral.

Nos subgrupos da Saúde (1,34%) foram verificadas as seguintes taxas: -0,02% para os medicamentos e produtos farmacêuticos e 1,65% para a assistência médica, composta por seguros e convênios médicos (2,01%), diárias hospitalares (0,28%), consultas médicas (0,14%) e exames laboratoriais (0,00%).

A taxa do grupo Transporte foi 1,04%. Não houve reajuste para o subgrupo transporte coletivo. Os itens do subgrupo transporte individual (1,53%) que apresentaram os maiores aumentos foram os combustíveis: álcool (4,35%), gasolina (1,58%) e diesel (1,35%).

Os subgrupos do grupo Habitação (-0,30%) registraram as seguintes variações: operação do domicílio (-0,88%); conservação do domicílio (0,22%); e, locação, impostos e condomínio (0,67%).

Nos subgrupos da Alimentação (-0,29%) – produtos in natura e semielaborados e indústria alimentícia – foram observadas quedas de -0,26% e -0,54%, respectivamente. O subgrupo alimentação fora do domicílio não variou: as refeições principais apresentaram queda de -0,22% e os lanches matinais e vespertinos tiveram aumento de 0,28%.

A desagregação dos itens que compõem o subgrupo produtos in naturae semielaborados (-0,26%), incluídos nos gastos com Alimentação (-0,29%), revelou o seguinte comportamento:

- Raízes e tubérculos (5,61%) – as altas mais expressivas ocorreram para a batata (9,66%) e a cebola (5,40%); mereceu destaque a queda de -6,29% da beterraba.

- Frutas (2,16%) – abacate (11,82%), maracujá (10,62%), laranja (4,44%) e maçã (4,40%) registraram as maiores elevações; mamão (-4,03%), melão (-4,46%) e limão (-9,41%), os recuos mais significativos.

- Hortaliças (1,20%) – a maioria das hortaliças apresentou aumento nos preços médios, em especial, o brócolis (6,22%) e o cheiro verde (5,07%); a exceção se deu para a alface (-0,51%) e a couve (-1,00%).

- Carnes (-0,74%) – tanto a carne bovina (-0,75%) quanto a suína (-0,14%) tiveram os preços médios diminuídos.

- Aves e ovos (-0,86%) – houve queda nos preços das aves (-0,41%) e dos ovos (-2,79%).

- Grãos (-0,87%) – no arroz (-0,71%), no feijão carioquinha (-1,29%) e nos outros grãos (-1,39%) foram observados decréscimos de preço de outubro para novembro.

- Leite in natura (-1,35%) – todos os tipos de leite registraram recuo nos preços médios: tipo A, -1,15%; tipo B, -1,74%; e tipo C, -1,17%.

- Legumes (-7,38%) – pimentão (-13,51%), pepino (-9,15%), chuchu (-8,44%) e tomate (-7,13%) apresentaram as quedas mais expressivas.

Entre outubro e novembro, as taxas do subgrupo indústria da alimentação diminuíram, em média, -0,54%. As variações positivas e negativas mais significativas foram: óleo de cozinha (2,31%), refrigerante (1,96%), cerveja (0,91%), doce (-0,82%), café em pó (-1,64%), massas (-1,76%), frios (-1,99%), açúcar (-3,35%), leite em pó (-4,01%) e muçarela (-9,25%).

Índices por estrato de renda
As taxas por estrato de renda foram: para as famílias do estrato 1, de -0,03%; para as do estrato 2, de 0,08%; e, para as do estrato 3, de 0,27%.

Em relação ao mês de outubro, as taxas caíram -1,24 p.p. para o 1º estrato; -0,91 p.p. para o 2º estrato; e, -0,48 p.p. para o 3º.

Resultados da inflação nas taxas por estrato
As taxas de inflação por estrato de renda resultam da forma como as famílias distribuem os gastos, que variam segundo o poder aquisitivo e o comportamento dos preços de bens e serviços.

Os aumentos ocorridos para os seguros e convênios médicos foram os responsáveis pela taxa do grupo Saúde, cujo maior impacto se deu para as famílias de maior poder aquisitivo, do estrato 3: a variação foi de 1,39% e a contribuição de 0,23 p.p.. Para o estrato 2, a taxa foi de 1,35% e o impacto, de 0,17 p.p.; e para o 1, de 1,14% e 0,13 p.p., respectivamente.

De outubro para novembro, a alta do grupo Transporteocorreu devido aos reajustes dos combustíveis, o que pesou proporcionalmente mais para as famílias do estrato 3, cuja taxa foi de 1,19% e a contribuição, de 0,18 p.p.. Para o estrato 2, a variação foi de 0,91% e o impacto, de 0,12 p.p.; e para o 1, de 0,49% e 0,05 p.p., respectivamente.

O grupo Habitação apresentou as seguintes taxas e contribuições, segundo os estratos de renda: para o 1º estrato, -0,04% e -0,01 p.p.; para o 2º estrato, -0,26% e -0,06 p.p.; e, para o 3º estrato, -0,25% e -0,05 p.p..

Os preços médios dos subgrupos produtos in natura e semielaborados e indústria da alimentação, que fazem parte do grupo Alimentação, registraram queda, o que beneficiou as famílias de menores rendas. Para o estrato 1, a variação foi de -0,42% e a contribuição, de -0,17 p.p.; para o estrato 2, de -0,33% e -0,12 p.p.; e, para o 3, -0,21% e -0,06 p.p., respectivamente.

Inflação acumulada
O ICV-DIEESE acumulou variação de 2,29% entre dezembro de 2016 e novembro de 2017. As taxas foram mais altas para as famílias com poder aquisitivo maior: 1º estrato, 1,42%; 2º estrato, 1,75%; e, 3º estrato, 2,82%.

Em 2017, o índice geral foi de 2,16%. Para as famílias pertencentes aos estratos 1 e 2, as variações foram menores, de 1,57% e 1,70%, respectivamente; para as do estrato 3, 2,57%.

Comportamento dos preços em 2017
Dentre os dez grupos do ICV, quatro registraram taxas superiores ao índice geral, de 2,16%; são eles: Despesas Diversas (7,47%), Educação e Leitura (7,20%), Saúde (6,00%) e Habitação (5,59%). Variações menores ou negativas foram verificadas para:Despesas Pessoais (1,99%), Transporte (1,51%), Recreação (1,46%),Alimentação (-2,10%), Equipamento Doméstico (-4,83%) e Vestuário (-5,79%).

A variação acumulada do grupo Despesas Diversas, no ano, foi de 7,47%. O aumento tanto dos gastos com comunicação quanto com os animais domésticos foi de 7,47%.

No grupo Educação e Leitura, de janeiro a novembro, foi verificada taxa de 7,20%. O subgrupo educação variou 7,43% - cursos formais (8,47%), livros (7,06%), cursos diversos (2,97%) e artigos de papelaria (2,45%); no subgrupo leitura, a alta observada foi de 3,08%.

O grupo Saúde acumulou variação de 6,00%. As taxas do subgrupo assistência médica (6,51%) foram: 7,72% para os seguros e convênios médicos; 2,94% para os exames laboratoriais; 2,88% para as internações hospitalares; e, 1,64% para as consultas médicas. No subgrupo medicamentos e produtos farmacêuticos (3,77%), enquanto os preços médios dos medicamentos aumentaram 3,96%, os dos produtos farmacêuticos caíram -6,23%.

Em 2017, a variação acumulada do grupo Habitação foi de 5,59%. No subgrupo operação do domicílio (7,31%), os reajustes foram os seguintes: para os serviços administrados, 11,06%; para os produtos de limpeza, 4,61%; e, para os serviços domésticos, 3,05%. As taxas observadas no subgrupo locação, impostos e condomínio (3,85%) foram: 6,00% para o IPTU; 5,38% para o condomínio; e, 0,72% para a locação de imóveis. No subgrupo conservação do domicílio (2,21%), os aumentos da mão de obra da construção civil e do material para conservação do domicílio foram respectivamente, 3,68% e 0,29%.

Comportamento dos preços nos últimos 12 meses
Nos últimos doze meses, entre dezembro de 2016 e novembro de 2017, os grupos do ICV que registraram variações acima do índice geral, de 2,29%, foram: Despesas Diversas (8,99%),Educação e Leitura (7,42%), Saúde (6,05%), Habitação (5,95%), Despesas Pessoais (3,32%) e Transporte (2,44%). As taxasdos demais grupos foram menores ou negativas: Recreação (1,27%), Alimentação (-2,60%), Equipamento Doméstico (-5,11%) e Vestuário (-5,59%).

Despesas Diversas (8,99%) – nos últimos doze meses, os gastos médios com animais domésticos tiveram elevação de 9,27% e com comunicação, aumentaram 7,47%.

Educação e Leitura (7,42%) – foram registradas as seguintes taxas acumuladas para os itens do subgrupo educação (7,60%): 8,47% para os cursos formais; 7,06% para os livros; 4,13% para os cursos diversos; e, 2,68% para os artigos de papelaria. No subgrupo leitura (4,11%), os jornais apresentaram alta de 2,88% e as revistas, de 5,29%.

Saúde (6,05%) – a variação acumulada do subgrupo assistência médica foi de 6,57%: para os seguros e convênios médicos, 7,72%; para os exames laboratoriais, 2,93%; para as internações hospitalares, 2,87%; e, para as consultas médicas, 1,94%. O aumento para o subgrupo medicamentos e produtos farmacêuticos foi de 3,78%: os medicamentos subiram 3,97% e os produtos farmacêuticos diminuíram -6,45%.

Habitação (5,95%) – a maior taxa acumulada foi verificada para o subgrupo operação do domicílio (8,04%) e os serviços administrados (12,20%) que mais contribuíram para esse resultado foram o gás de botijão (29,60%) e as tarifas telefônicas (18,38%). As taxas acumuladas observadas nos subgrupos locação, impostos e condomínio e conservação do domicílio foram 3,75% e 2,04%, respectivamente.

Despesas Pessoais (3,32%) – o aumento do cigarro, produto que faz parte do subgrupo fumo e acessórios (8,97%) foi de 8,98%. No subgrupo higiene e beleza (-3,24%) foi observado recuo de -5,43% nos preços dos produtos e elevação de 5,42%, nos dos serviços.

Transporte (2,44%) – os reajustes para os subgrupos transporte individual e transporte coletivo foram de 2,51% e 2,30%, respectivamente.

(Redação - Investimentos e Notícias)