Contagem regressiva para um acordo sobre o clima

Contagem regressiva para um acordo sobre o clima (Foto: Divulgação) Contagem regressiva para um acordo sobre o clima

Os negociadores do acordo de Paris sobre o clima buscavam nesta quinta-feira, 10, superar divergências persistentes em temas de financiamento e de limitação do aumento das temperaturas que ameaçam o planeta.

Oficialmente, a Conferência de Paris sobre o Clima (COP21) termina na sexta-feira. Os 195 países passaram a madrugada desta quinta em claro revisando um novo rascunho que deve ser apresentado durante a tarde.

O presidente francês, François Hollande, admitiu que ainda existem dificuldades "sobre o financiamento" e de onde ele deve proceder. O presidente se referia a um dos três principais pontos de atrito.

O segundo envolve o grau de responsabilidade dos países industrializados e dos que estão em desenvolvimento no aquecimento do planeta, e o terceiro a ambição a longo prazo, ou seja, definir como reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEI) e seguir para uma economia sem dependência das energias fósseis.

Já não é uma questão se haverá ou não um acordo em Paris, e sim qual tipo de acordo. "Ainda não é possível medir a ambição final do texto", observou Matthieu Orphelin, porta-voz da Fondation Nicolas Hulot.

Negociadores e observadores concordam que mais da metade do trabalho está pronto, mas que o mais difícil ainda precisa ser definido: 19 pontos em discussão e 350 colchetes ou opções abertas.

Até que ponto o texto será vinculante de um ponto de vista legal? Orphelin afirma que até o momento a palavra "deverá" aparece 180 vezes e "deveria" 45, ou seja, contém "três vezes mais obrigações que exortações".

Ainda é preciso definir, entre outras coisas, a data em que começará a revisão a cada cinco anos dos compromissos voluntários (INDC) de redução de emissão de GEI, que 185 países já apresentaram, mas que segundo o rascunho não serão legalmente vinculantes.

O presidente francês, François Hollande, disse ser favorável a que se tome como ponto de partida 2020, a data de entrada em vigor do futuro acordo.

(Redação com AFP – Agência IN)