Confiança do Consumidor apresenta recuo em agosto

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Confiança do Consumidor apresenta recuo em agosto (Foto: Divulgação) Confiança do Consumidor apresenta recuo em agosto

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,7% em agosto de 2015, atingindo 80,6 pontos, o menor nível da série histórica pelo segundo mês consecutivo.

“Os consumidores estão cada vez mais pessimistas em relação ao futuro da economia. A mediana de inflação projetada para os próximos 12 meses atingiu 10% em agosto, e as perspectivas para o mercado de trabalho é uma das piores dos últimos 10 anos. Esses fatores vêm afetando negativamente as decisões de consumo das famílias”, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor.

Entre julho e agosto, o Índice da Situação Atual ficou praticamente estável, ao variar 0,3%. Já o Índice de Expectativas (IE) caiu 0,9%, ao passar de 86,5 para 85,7 pontos. O indicador que mede o grau de otimismo em relação à evolução da economia nos seis meses seguintes foi o que mais contribuiu para a queda do ICC neste mês.

O indicador que mede o grau de satisfação dos consumidores com a situação financeira familiar atual manteve-se em queda pelo quarto mês consecutivo, ao recuar 0,9%. A proporção de consumidores que avaliam a situação do momento como boa aumentou de 14,0% para 14,6% dos entrevistados enquanto a dos que a consideram ruim, subiu em maior proporção, de 20% para 21,4%, o maior nível da série.

Em relação aos próximos meses, o indicador que mede o grau de otimismo em relação à economia caiu 4,2%, atingindo 74,7 pontos, menor nível desde março (70,2). A proporção de consumidores que projetam melhora do cenário econômico diminuiu de 19,2% para 17,4% entre julho e agosto. Já a parcela dos que preveem piora subiu de 41,2% para 42,7% do total.

A percepção de piora do cenário pelo consumidor leva em conta a evolução de variáveis econômicas, dentre as quais se destacam a inflação e o mercado de trabalho. A mediana da inflação prevista para os próximos 12 meses subiu de 9,7% para 10,0% entre julho e agosto. No quesito que avalia as expectativas em relação ao mercado de trabalho, a proporção de consumidores prevendo maior dificuldade em se conseguir emprego nos seis meses seguintes atingiu 45,0%, a segunda maior da série iniciada em novembro de 2005, atrás apenas dos 46,1% de março de 2015.

(Redação – Agência IN)