Confiança de Serviços sobe em dezembro

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Confiança de Serviços sobe em dezembro Foto: Divulgação Confiança de Serviços sobe em dezembro

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas subiu 0,7 ponto entre novembro e dezembro, ao passar de 66,9 para 67,6 pontos. Expresso em médias móveis trimestrais, o índice também avançou (1,1 ponto), na primeira alta desde março de 2014.

“Apesar dos sinais de melhora na margem, a confiança do setor de Serviços encerra o ano em nível muito baixo. A avaliação das empresas sobre as condições correntes dos negócios prossegue em queda, tendo chegado ao segundo nível mais baixo em dezembro. Nem mesmo a recente melhora das expectativas, indicando basicamente redução do pessimismo, altera o quadro adverso no nível de atividade do setor, que deve prosseguir nos próximos meses, com reflexos importantes no mercado de trabalho”, avalia Silvio Sales, consultor da FGV/IBRE.

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O movimento positivo do ICS alcançou 6 de 13 atividades em dezembro e foi determinado pelas expectativas em relação ao futuro. O Índice de Expectativas (IE-S) avançou 2,2 pontos, após queda de 1,2 em novembro, enquanto o Índice da Situação Atual (ISA-S) recuou 0,8 ponto, depois de subir 1,0 ponto em novembro.

A elevação do IE-S entre novembro e dezembro foi motivada pela melhora dos seus dois componentes, com destaque para o aumento em 2,9 pontos do indicador que mede as expectativas em relação à Situação dos negócios nos seis meses seguintes. No sentido contrário, a piora do ISA-S foi determinada por seus dois componentes, principalmente pelo indicador que mede a percepção dos empresários sobre a Situação atual dos negócios (-1,3 ponto).

Em 2015, o ICS registrou perda acumulada de 19,4 pontos, a maior queda anual da série histórica. No entanto, em bases trimestrais observa-se uma desaceleração na trajetória de queda no quarto trimestre, quando o ICS recuou 1,1 ponto, após a queda de 7,2 pontos no terceiro trimestre. Essa melhora relativa decorreu fundamentalmente da inversão do sinal das diferenças no IE-S: entre o terceiro e o quarto trimestres o índice avançou 2,6 pontos, após uma perda de 8,9 pontos entre o segundo e o terceiro trimestres.

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(Redação - Agência IN)