Confiança de Serviços cai para 77,5 pontos em novembro

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Confiança de Serviços cai para 77,5 pontos em novembro (Foto: Divulgação) Confiança de Serviços cai para 77,5 pontos em novembro

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,4 ponto em novembro, para 77,5 pontos. Após subir por sete meses consecutivos, entre março e setembro, esta é a segunda queda consecutiva do índice, novamente influenciada pelo componente de expectativas.

“Os resultados de novembro parecem confirmar a fase de ajuste, para baixo, na percepção do setor de Serviços sobre o ambiente de negócios. A redução do índice de confiança se dá, basicamente, pela piora das expectativas. A percepção de continuidade da tendência de enfraquecimento do nível de atividade vem impactando negativamente a visão das empresas em relação aos meses seguintes. Com isso, o cenário é ainda de queda na atividade real do setor no último trimestre do ano” avalia Silvio Sales, consultor do FGV/IBRE.

Das 13 atividades pesquisadas no setor de serviços, 8 apresentaram queda da confiança em novembro. O Índice de Situação Atual (ISA-S) caiu 0,6 ponto, para 70,9 pontos, e o Índice de Expectativas (IE-S) diminuiu 2,2 pontos, para 84,5 pontos.

A maior contribuição para a variação do ISA-S no mês foi dada pelo indicador de percepção com a Situação Atual dos Negócios, que caiu 1,8 ponto, para 71,0 pontos. Entre os indicadores integrantes do Índice de Expectativas (IE-S), o destaque foi o de Demanda Prevista, que recuou 3,9 pontos, ao nível de 82,4 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do Setor de Serviços subiu 0,1 ponto percentual (p.p.) em novembro, para 82,6%. Na média do bimestre outubro-novembro, o NUCI ficou em 82,5%, abaixo da média de 82,7% registrada no trimestre anterior.

Em novembro, o indicador de Ímpeto de Contratações do Setor subiu 1,1 ponto, compensando apenas em parte a queda de 1,3 ponto observada no mês anterior. O resultado do bimestre coloca em dúvida a sustentabilidade da tendência de desaceleração do ritmo de desmobilização de mão de obra sugerida pelo avanço do Indicador entre abril e setembro. A proporção de empresas que pretendem aumentar o contingente de mão de obra nos três meses seguintes aumentou 2 p.p. nos dois últimos meses, de 8,7% para 10,7% do total. Mas a proporção de empresas prevendo reduzir o total de pessoal ocupado aumentou ainda mais (2,2 p.p.) no período, ao passar de 14,9% para 17,1% do total.

(Redação – Agência IN)