Confiança da Indústria avança em agosto, mostra FGV

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O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas avançou 1,4 ponto em agosto de 2017, para 92,2 pontos. Com o resultado, o índice praticamente retorna ao nível de maio, de 92,3 pontos.

“A boa notícia da Sondagem de agosto de 2017 é que as avaliações das empresas sobre a situação atual começam a melhorar de forma consistente e atingem o melhor resultado desde o início da crise, em 2014. As expectativas também se recuperam do susto com o aprofundamento da crise política em maio, mas calibradas para baixo”, afirma Tabi Thuler Santos, coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV/IBRE.

A alta da confiança alcançou 11 dos 19 segmentos industriais e decorreu de melhora tanto das percepções sobre a situação atual quanto das expectativas. O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 1,6 ponto, para 90,0 pontos, antingindo o maior valor desde maio de 2014. O Índice de Expectativas (IE) aumentou 1,0 ponto, para 94,4 pontos. Somadas, as altas registradas pelo IE em julho (1,3 ponto) e agosto ainda não foram suficientes para recuperar a perda registrada em junho, de 3,6 pontos.

A principal influência para a alta do ISA em agosto veio da melhor percepção sobre o nível dos estoques. A parcela de empresas que avaliam os estoques como excessivos caiu de 12,1%, em julho, para 10,8% do total - a menor desde fevereiro de 2014 (9,1%). Houve, também, aumento da parcela de empresas que consideram o nível de estoques insuficiente, de 3,3% para 3,6% do total entre julho e agosto. Apesar do importante avanço no mês, a combinação das parcelas mostra que, após a piora consecutiva por quatro meses, as empresas continuam com estoques industriais indesejados em agosto.

As melhores perspectivas para a produção nos três meses seguintes tiveram a maior contribuição positiva de agosto dentre os componentes do IE. Houve aumento da proporção de empresas prevendo produção maior, de 29,1% para 34,2% do total, e também aumento, em menor magnitude, da parcela das que preveem produção menor, de 17,7% para 20,2% do total. Com o resultado, o indicador de produção prevista avançou 2,9 pontos, para 96,3 pontos, insuficiente para compensar a queda de 5,6 pontos no bimestre junho-julho.

Por fim, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) recuou 0,6 ponto percentual em agosto, para 74,1%, nível próximo ao de junho e inferior à média no ano, de 74,5%.

(Redação – Agência IN)