CESP registra receita líquida de R$ 471 milhões

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CESP registra receita líquida de R$ 471 milhões Foto: Divulgação

Os resultados da CESP no 3T20 refletem a o avanço na execução da agenda de transformação da Companhia focada em disciplina de custos, gestão da operação, do balanço energético e do contencioso.

No 3T20 a CESP alcançou um EBITDA ajustado de R﹩236 milhões e margem de 50%, índice semelhante ao do 3T19.

A forte capacidade de geração de caixa coloca a CESP em uma posição de destaque. No trimestre, a empresa gerou R﹩150 milhões de fluxo de caixa operacional após serviço da dívida e R﹩88 milhões de fluxo de caixa livre.

Apesar dos efeitos da pandemia no 3T20, não houve inadimplência de clientes e as renegociações contratuais realizadas foram estruturadas de forma a preservar o valor presente dos contratos originais, sem impacto significativo nos resultados da Companhia. Paralelamente, a recuperação da atividade econômica, ainda que parcial, associada às altas temperaturas em relação à média histórica para o período, aumentou o consumo de energia em 1,6% em relação ao 3T19.

A Companhia mantém seu foco na disciplina em custos, apresentando consistentes reduções. A redução de gastos com Pessoal e Administração, Materiais e Serviços de Terceiros em respectivamente 22%, 85% e 31%, comparando-se ao mesmo período do ano anterior, são exemplos da transformação na gestão da empresa.

Em termos operacionais, o índice de disponibilidade médio das usinas, que é o indicador de desempenho mais importante para usinas hidrelétricas, atingiu no 3T20 a média de 95%, acima dos níveis de referência estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), demonstrando a eficiência da operação e manutenção dos ativos e a adequada gestão dos riscos operacionais.

"A resiliência do nosso portfólio de clientes, a agilidade de reação ao novo ambiente e a robustez de nossa estrutura de capital foram essenciais para mitigarmos os impactos trazidos pelo COVID-19", afirmou Mario Bertoncini em sua mensagem aos investidores.

Outro grande destaque do período foi a emissão de R﹩1,5 bilhão em debêntures de infraestrutura à uma taxa de IPCA + 4,30% e prazo de 10 anos. Os recursos dessa emissão foram utilizados para o pré-pagamento parcial das debêntures de 2018, emitidas logo após a privatização para financiar o pagamento da outorga da concessão da UHE Porto Primavera. Com essa operação, a dívida da CESP teve um aumento de cinco anos no prazo médio, praticamente mantendo o custo médio, além de melhorar as condições contratuais de forma mais adequada ao novo perfil de crédito da CESP.

No terceiro trimestre de 2020 a CESP iniciou sua agenda de sustentabilidade corporativa, de forma a integrá-la à estratégia de negócio e à geração de valor compartilhado, tornando-a ainda mais competitiva e preparada para o futuro.

Contencioso

Em relação ao contencioso passivo, a empresa segue na gestão estratégica das ações judiciais com assessores jurídicos e financeiros para complementar a atuação de sua equipe. Neste trimestre, além dos avanços nas negociações dos casos relevantes, a Companhia se dedicou, também, na redução dos demais processos, com decisões judiciais favoráveis à CESP, resultando em uma redução de 216 casos.

Impactos da COVID-19

Sendo a geração de energia uma atividade essencial, a CESP adotou protocolos de contingência de forma a manter integralmente as operações de suas três usinas hidrelétricas, preservando a saúde de seus profissionais, garantindo acesso seguro aos locais de trabalho, aos equipamentos de proteção e itens de higiene, tudo em um ambiente que preserve o distanciamento entre indivíduos. Complementarmente, neste momento, aproximadamente 82% dos colaboradores estão trabalhando em regime de home office. A Companhia segue adotando medidas preventivas adequadas à preservação da saúde e à segurança de todos os colaboradores, bem como garantindo a continuidade da prestação do serviço de geração de energia com excelência.

(Redação - Investimentos e Notícias)