Capacidade de armazenagem agrícola recua no 2º semestre

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Capacidade de armazenagem agrícola recua no 2º semestre (Foto: Divulgação) Capacidade de armazenagem agrícola recua no 2º semestre

O total de capacidade útil disponível no Brasil para armazenamento no segundo semestre de 2017, em estabelecimentos ativos na pesquisa, foi de 167,0 milhões toneladas, resultado 0,6% menor que o do primeiro semestre de 2017 (168,0 milhões de toneladas), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Mato Grosso obteve a maior capacidade de armazenagem, com 39,4 milhões de toneladas. O estoque de produtos agrícolas totalizou 31,5 milhões de toneladas nesse período, contra 24,6 toneladas no mesmo período de 2016. Entre os produtos agrícolas, o maior volume estocado era o do milho (13,8 milhões de toneladas), seguido pela soja (8,5 milhões), trigo (3,8 milhões), arroz (2,1 milhões) e café (971,3 mil toneladas).

Em termos de capacidade útil armazenável, os silos predominaram, alcançando 78,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2017, correspondendo a 47,2% da capacidade útil total. Em relação ao semestre anterior, os silos apresentaram queda de 0,5%. Em seguida, os armazéns graneleiros e granelizados, responsáveis por 37,8% da armazenagem nacional, atingiram 63,1 milhões de toneladas de capacidade útil armazenável, apresentando crescimento de 0,1%. Já os aos armazéns convencionais, estruturais e infláveis, somaram 25,1 milhões de toneladas, uma queda de 2,5% em relação ao primeiro semestre de 2017.

Em relação ao segundo semestre de 2016, os estoques de milho, soja e arroz apresentaram crescimento de 63,8%, 36,1% e 48,5%, respectivamente. Os estoques de milho representaram o maior volume (13,8 milhões de toneladas), seguidos pelos estoques de soja (8,5 milhões), trigo (3,8 milhões), arroz (2,1 milhões) e café (971,3 mil toneladas). Estes produtos corresponderam a 92,6% da massa de grãos estocada entre os produtos monitorados pela pesquisa.

O milho apresentou desempenho recorde em 2017, favorecido por fatores climáticos e pela ampliação da área colhida em 19,3%. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de dezembro de 2017, a produção de milho alcançou 99,6 milhões de toneladas, com alta de 55,2% sobre a safra de 2016, marcada por intempéries climáticas.

As boas condições climáticas também favoreceram a produção da soja. Segundo o LSPA de dezembro de 2017, a produção da oleaginosa alcançou 115,0 milhões de toneladas, aumento de 19,4% sobre 2016. O excedente produzido gerou um estoque nacional de 8,5 milhões de toneladas, 36,1% superior ao do segundo semestre de 2016.

Os estoques de arroz (em casca) tiveram um acréscimo de 48,5% em comparação com a data de referência de 2016. Em dezembro de 2017 a produção de arroz estava estimada em 12,5 milhões de toneladas, crescimento de 17,2% em relação ao ano passado. O resultado positivo é fruto das condições favoráveis à cultura nas principais regiões produtoras.

Já os estoques de trigo totalizaram 3,8 milhões de toneladas, valor 28,2% inferior ao obtido no 2° semestre de 2016. As condições climáticas no Sul do País não contribuíram para o desenvolvimento da safra de inverno. Segundo o LSPA, a safra obtida em 2017 forneceu 4,2 milhões de toneladas de trigo, 37,9% a menos do que o obtido em 2016.

A quantidade de café estocado diminuiu 23,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram armazenadas 971,3 mil toneladas do grão, sendo 858,1 mil toneladas do tipo arábica e 113,2 mil toneladas do tipo canephora.

(Redação – Investimentos e Notícias)