Boeing e sócio querem transformar óleo de cozinha em combustível

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A fabricante americana de aviões Boeing abriu na China uma fábrica onde pretende, juntamente com um sócio local, transformar óleo de cozinha usado em combustível Foto: Divulgação A fabricante americana de aviões Boeing abriu na China uma fábrica onde pretende, juntamente com um sócio local, transformar óleo de cozinha usado em combustível

A fabricante americana de aviões Boeing abriu na China uma fábrica onde pretende, juntamente com um sócio local, transformar óleo de cozinha usado em combustível, anunciou-se nesta quarta-feira.

A Boeing se associou ao grupo aeronáutico chinês COMAC (Commercial Aircraft Corporation of China) para processar o óleo de cozinha usado em uma fábrica aberta neste fim de semana em Hangzhou (leste), acrescentou em um comunicado.

Os dois grupos estimam que o volume total de óleo usado anualmente na China permitiria produzir, após o tratamento necessário, até 1,8 bilhão de litros anuais de biocombustível.

"Esperamos que o biocombustível produzido de forma sustentável (...) desempenhe um papel crucial no crescimento do setor aeronáutico e contribua para concretizar objetivos ambientais", explicou a Boeing.

O óleo de cozinha usado já esteve no centro de vários escândalos na China. O rejeito é coletado, muitas vezes, na saída dos restaurantes e revendido a baixo custo e de forma ilegal a pequenos comércios e vendedores de rua, que os reutilizam depois de submetê-lo a um tratamento caseiro.

A China é um grande mercado para a Boeing, que estima que o país precisará de 6.020 aviões comerciais nos próximos vinte anos, o que permitirá triplicar sua frota atual.

O COMAC espera entrar no restrito clube dos grandes fabricantes mundiais de aviões, e trabalha na concepção de seu primeiro modelo de percurso intermediário, o C919.

A Airbus, concorrente europeia da Boeing, anunciou em 2012 que pretende desenvolver com o grupo petroleiro chinês Sinopec um programa de produção de combustíveis "renováveis", destinado ao uso comercial na China. As informações são da AFP.

(Redação- Agência IN)