Balanço da ANEF aponta aumento na liberação de recursos em julho

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Recursos liberados para financiamento no CDC aumentaram pelo segundo mês consecutivo Foto: Divulgação Recursos liberados para financiamento no CDC aumentaram pelo segundo mês consecutivo

Julho foi mais um mês em que o total de recursos liberados para financiamento de veículos no CDC cresceu: 4,3% versus Junho, conforme demonstram os dados da ANEF (Associação dos Bancos das Montadoras). Porém, isso não foi suficiente para modificar a tendência no acumulado do ano que segue sendo negativa, pois o total de liquidações de contratos ainda supera o total de novos contratos realizados.

A soma total (CDC + Leasing) dos saldos das carteiras de veículos em julho foi de R$ 195,2 bilhões, queda de 1,1% no mês e de 8,8% em doze meses. O saldo da carteira de pessoa física retraiu 1,1% em relação a junho e 7,7% em doze meses, somando R$ 171,1 bilhões. O saldo de pessoa jurídica foi de R$ 17,3 bilhões, o que representa queda de 0,9% no mês e de 8,3% em doze meses.

“Em julho vimos novamente um aumento no financiamento de veículos em comparação com o mês anterior, sendo de 4,4% para PFs e 8,2% para PJ’s”, afirma Décio Carbonari, presidente da ANEF. “Apesar de o quadro econômico ser preocupante, não deixa de ser um alento observar o que ocorreu tanto em junho quanto em julho em nosso setor”.

O total acumulado de recursos liberados foi de R$ 54,9 bilhões, queda de 15,4% em um ano concentrados em financiamento CDC que atingiu R$ 53,2 bilhões, retração de 15,6% em doze meses. Para pessoa física foram liberados R$ 47,7 bilhões, 8,8% a menos do que há um ano. De acordo com dados da ANEF, R$ 5,5 bilhões foram concedidos à pessoa jurídica, uma redução de 20,2% em doze meses. Essa distribuição entre PJ e PF era esperada uma vez que as empresas sentem primeiro a queda na atividade econômica. No mês de julho foi liberado um total de R$ 7,8 bilhões, representando um acréscimo de 4,7% no mês e retração de 11,2% em comparação ao mesmo mês de 2014. Para pessoa física foram liberados R$ 6,9 bilhões, elevação de 4,4% perante junho e de menos 11,3% ante mesmo mês do ano passado. Pessoas jurídicas receberam R$ 836 milhões de crédito, aumento de 8,2% no mês e de menos 10,7% ante o mesmo mês de 2014.

As taxas dos bancos de montadoras continuam mais atraentes ao consumidor. Em julho a média oferecida permaneceu em 1,57% ao mês e 20,55% ao ano, enquanto os bancos de varejo ofereceram em média para pessoa física 1,84% a.m. e 24,5% a.a. Para pessoa jurídica a média foi de 1,61% a.m. e 21,1% a.a.

O prazo médio das concessões foi de 41,5 meses. No mesmo período de 2014 foram 41,6 meses. Os planos máximos disponibilizados pelos bancos aos consumidores foram mantidos em 60 meses.

A boa notícia continua sendo a estabilidade da inadimplência. No CDC para pessoa física, o indicador permanece em 3,9% desde dezembro de 2014. Já para pessoa jurídica, uma leve subida vem ocorrendo desde o final do ano passado, mas caiu 0,1 ponto percentual em relação a junho, fechando o mês em 4,3%. “O fato da inadimplência ter se mantido relativamente estável em meio à crise nos dá o conforto de que, pelo menos até aqui, a condição financeira de nossos clientes não foi tão prejudicada”, avalia Carbonari.

(Redação - Agência IN)