Balança comercial tem superávit de US$ 1,725 bilhão na 2ª semana de março, segundo MDIC

Destaque Balança comercial tem superávit de US$ 1,725 bilhão na 2ª semana de março, segundo MDIC Foto: Divulgação Balança comercial tem superávit de US$ 1,725 bilhão na 2ª semana de março, segundo MDIC

Na segunda semana de março, a balança comercial brasileira teve superávit de US$ 1,725 bilhão, resultado de exportações de US$ 4,868 bilhões e importações de US$ 3,142 bilhões. No mês, as exportações chegam a US$ 7,268 bilhões e as importações, a US$ 4,848 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,420 bilhões. No acumulado do ano, os embarques ao exterior somam US$ 37,649 bilhões e as compras externas são de US$ 27,950 bilhões, com saldo positivo de US$ 9,699 bilhões.

Semana

Pela média da segunda semana (US$ 973,6 milhões), as vendas externas tiveram crescimento de 21,7% sobre a média da primeira semana do mês (US$ 800 milhões). Os valores foram influenciados, principalmente, pelo aumento das exportações nas três categorias de produtos: básicos (+31,2% de crescimento, influenciado por petróleo em bruto, soja em grão, minério de cobre, farelo de soja, café em grão), semimanufaturados (+19,3%; ouro em formas semimanufaturadas, celulose, açúcar em bruto, óleo de soja, ferro fundido bruto e ferro spiegel) e manufaturados (+11%; tubos flexíveis de ferro/aço, veículos de carga, aviões, partes de motores e turbinas para aviação, açúcar refinado).

Nas importações, pela média diária da segunda semana (US$ 628,5 milhões) em comparação com a média da primeira semana (US$ 568,5 milhões), foi registrado um crescimento de 10,6%. O aumento é explicado, sobretudo, pelo aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, adubos e fertilizantes, cereais e produtos da indústria da moagem, químicos orgânicos e inorgânicos, instrumentos de ótica e precisão.

Mês

Nas exportações, comparadas as médias até a segunda semana de março deste ano (US$ 908,5 milhões) com a média registrada em março do ano passado (US$ 726,8 milhões), foi verificado um crescimento de 25%, em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: básicos (+43,1% de crescimento, em razão, principalmente de minério de ferro, petróleo em bruto, soja em grão, farelo de soja, carne suína e de frango, minério de cobre), semimanufaturados (+13,6%; semimanufaturados de ferro e aço, ouro em formas semimanufaturadas, ferro-ligas, borracha sintética e artificial, couros e peles) e manufaturados (+7,1%, por conta de automóveis de passageiros, veículos de carga, óleos combustíveis, produtos laminados planos de ferro/aço, tubos de ferro fundido).

Em relação ao mês anterior (fevereiro de 2017) houve crescimento de 5,7% nos embarques, em virtude do aumento nas vendas de produtos básicos (+17,4%). Nesta comparação, caíram as vendas de produtos semimanufaturados (-11%) e manufaturados (-2,5%).

Nas importações, a média diária até a segunda semana deste mês (US$ 606 milhões), ficou 15,3% acima da média de março do ano passado (US$ 525,5 milhões). Cresceram os gastos, principalmente, com equipamentos eletroeletrônicos (+43,8%), siderúrgicos (+36,3%), plásticos e obras (+31,9%), químicos orgânicos/inorgânicos (+24,1%), combustíveis e lubrificantes (+17,8%). Na comparação com fevereiro de 2017, a média diária das importações manteve-se constante, com destaque para os aumentos em plásticos e obras (+29,6%), veículos automóveis e partes (+23,1%) e equipamentos eletroeletrônicos (+13,9%) e as quedas em farmacêuticos (-37,2%) e combustíveis e óleos lubrificantes (-34,5%).

(Redação - Agência IN)