Atividade do setor privado recua pelo quinto mês consecutivo

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Atividade do setor privado recua pelo quinto mês consecutivo (Foto: Divulgação) Atividade do setor privado recua pelo quinto mês consecutivo

O Índice Consolidado de dados de Produção HSBC-Brasil mais recente apontou uma contração fracionária da produção no setor privado ao registrar um valor de 49,6 em agosto, acima do recorde de baixa de vinte e três meses observado em julho (49,3). Os fabricantes brasileiros puderam aumentar sua produção pela primeira vez desde março, contrabalançando parcialmente uma queda moderada na atividade do setor de serviços.

O número básico, Índice de Atividade de Negócios HSBC - Serviços, ajustado para influências sazonais - uma única pergunta que acompanha mês a mês as mudanças na atividade de negócios das empresas do setor de serviços - registrou 49,2 em agosto, um recorde de baixa de dois anos, caindo em relação ao valor de 50,2 observado em julho. Isto apontou um declínio modesto na atividade, e foi a primeira contração desde janeiro. Vários entrevistados citaram o estado geral de depressão do mercado quando convidados a explicar as quedas na produção do setor de serviços.

“O Índice de Gerentes de Compras (PMI) HSBC Brasil do Setor de Serviços caiu abaixo do valor neutro de 50 pela primeira vez desde janeiro de 2014. O índice geral caiu para 49,2 em agosto, de 50,2 em julho. Além disso, o índice de expectativas de negócios mostrou uma queda importante, voltando a níveis similares aos de abril e maio, após registrar níveis bem mais altos durante a realização da copa do mundo da FIFA. Esse resultado sugere a continuidade de um cenário desafiador para a atividade no segundo semestre de 2014”, disse André Loes, economista - chefe no HSBC Brasil.

O volume de novos negócios recebidos pelas empresas brasileiras de serviços cresceu pelo vigésimo quarto mês consecutivo em agosto. Porém, a taxa de crescimento, que foi, de um modo geral, marginal, se desacelerou, atingindo o seu ponto mais fraco desde agosto de 2013. O volume de novos pedidos ficou basicamente inalterado em relação ao mês anterior no setor privado como um todo.

Numa tentativa de diminuir os custos globais neste mês, as empresas brasileiras do setor terciário reduziram o número de funcionários pela primeira vez desde fevereiro de 2013. Porém, a taxa de corte de empregos foi marginal. Da mesma forma, o nível de empregos caiu ligeiramente junto às empresas do setor industrial e um total líquido de perdas de postos foi registrado no setor privado como um todo pela primeira vez em um ano.

Ao mesmo tempo, os pedidos em atraso das empresas do setor brasileiro de serviços permaneceram estáveis em agosto, com o índice ficando uma fração abaixo da marca de 50,0, indicativa de ausência de mudanças. Por outro lado, houve um acúmulo marginal de pedidos em atraso no setor industrial, significando que os níveis de negócios pendentes no setor privado permaneceram inalterados, no geral.

As pressões inflacionárias se intensificaram em agosto, com os preços de insumos enfrentados pelas empresas do setor brasileiro de serviços crescendo pela taxa mais rápida desde março. As evidências atribuíram a inflação de custos às variações nas taxas de câmbio entre o dólar e o real. De um modo geral, os custos de insumos cresceram por um ritmo acelerado no setor privado como um todo.

Os preços médios de venda no setor de serviços também aumentaram em agosto, e o ritmo de inflação de preços cobrados se acelerou em relação a julho. A taxa de inflação no setor industrial permaneceu fraca no contexto dos dados históricos, enquanto que os preços dos produtos no setor privado como um todo aumentaram por um ritmo mais rápido do que em julho.

Os dados de agosto indicaram que, no setor de serviços, o sentimento em relação aos negócios no tocante à atividade no próximo ano caiu, atingindo o seu nível mais fraco na história da pesquisa. Onde o sentimento positivo foi evidente, os respondentes da pesquisa atribuíram este fato a previsões de obtenção de novos clientes.

(Redação – Agência IN)