Atividade de negócios no setor de serviços recua

Atividade de negócios no setor de serviços recua (Foto: Divulgação) Atividade de negócios no setor de serviços recua

O setor brasileiro de serviços voltou a contrair-se em outubro, com as empresas relatando níveis mais baixos de atividade de negócios e de novos trabalhos após expansões no período da pesquisa anterior. O ambiente contido de demanda levou a outro declínio mensal no número de funcionários, com uma queda adicional nos pedidos em atraso destacando a capacidade ociosa persistente entre as empresas. Os preços de insumos continuaram a crescer acentuadamente, ao mesmo tempo em que os preços cobrados foram reduzidos em sintonia com tentativas de impulsionar as vendas. Ao mesmo tempo, as questões políticas persistentes pressionaram a confiança, com o grau de otimismo atingindo um recorde de baixa de três meses e registrando bem abaixo da média para as séries.

Ao registrar 48,8 em outubro abaixo do valor de 50,7 divulgado em setembro, o Índice de Atividade de Negócios do setor de serviços, PMI – IHS Markit para o Brasil, sazonalmente ajustado, indicou uma contração renovada no volume de produção. Segundo relatos, a queda refletiu um otimismo contido dos consumidores em meio às incertezas políticas e econômicas.

Embora o volume de produção do setor industrial tenha aumentado, a recuperação foi insuficiente para compensar a redução na atividade do setor de serviços e levou a produção do setor privado a cair. O Índice Consolidado de dados de Produção – IHS Markit para o Brasil, sazonalmente ajustado, baixou de 51,1 em setembro para 49,5 em outubro.

O volume de novos negócios junto às empresas de serviços no Brasil diminuiu em outubro pela primeira vez em quatro meses, o que os entrevistados atribuíram a um ambiente competitivo, assim como a uma demanda fraca por parte tanto do setor público quanto do privado. Contudo, como foi o caso para a produção, a taxa de contração do volume de novos trabalhos foi modesta. Em comparação, os produtores de mercadorias observaram um oitavo aumento mensal consecutivo nos volumes de pedidos recebidos.

A queda na quantidade de entradas de novos pedidos junto aos provedores de serviços ocorreu apesar de mais um declínio mensal nos preços de venda. Encorajadas pelas quedas nas taxas de juros e nos custos com pessoal, as empresas tentaram estimular a demanda, cobrando menos por seus serviços. Embora tenha sido apenas modesta, a redução nos preços dos produtos foi a terceira em três meses. Por outro lado, as taxas de preços de fábrica aumentaram mais uma vez, com a inflação atingindo um recorde de alta de sete meses.

Os custos de insumos enfrentados pelas empresas de serviços continuaram a aumentar, o que os entrevistados atribuíram aos preços mais elevados pagos por combustíveis, energia, papel, aço e alimentos. A taxa de inflação de custos permaneceu elevada no contexto dos dados históricos para a pesquisa. Os preços de compra junto aos fabricantes também aumentaram a um ritmo robusto.

Tentativas de conter as despesas operacionais, juntamente com condições de demanda moderada, levaram algumas empresas a diminuir o número de funcionários em outubro. O nível de empregos baixou pelo trigésimo segundo mês consecutivo. Encorajadas por aumentos constantes na quantidade de novos trabalhos, as fábricas criaram empregos pela primeira vez em mais de dois anos e meio.

Houve evidências de persistência na capacidade ociosa das empresas de serviços, uma vez que a quantidade de trabalhos pendentes diminuiu ainda mais apesar de empregos continuarem sendo cortados. Embora acentuado, o ritmo de redução de pedidos em atraso foi o menos pronunciado desde junho. Os produtores de mercadorias também ficaram longe de operar com capacidade total, o que foi destacado por uma queda acentuada na quantidade de negócios inacabados.

O grau de otimismo em relação às perspectivas de atividade de negócios daqui a um ano atingiu um recorde de baixa de dezenove meses em outubro, com as empresas do setor privado considerando a incerteza política como uma ameaça às expectativas de crescimento. Tanto os fabricantes quanto os provedores de serviços se sentiram menos confiantes do que em setembro.

(Redação - Agência IN)